Pesquisa revela perfil dos usuários de bancos

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Estudo realizado pelo Instituto Fractal de Análises de Mercado mapeia os fatores que os correntistas consideram na hora de escolher sua instituição bancária e, fatores como proximidade com a moradia, trabalho ou fácil acesso não são mais os primordiais. Os resultados foram obtidos com base na análise das respostas de dois grupos de usuários: com renda superior a R$ 4 mil mensais e outro com renda entre R$ 800 e R$ 4 mil ao mês.
O primeiro perfil – com ganhos acima de R$ 4 mil e considerado de alta renda – destaca a solidez da instituição bancária como primeiro aspecto a ser verificado. Além disso, a pesquisa identificou neste público itens que geram “desconfianças” em relação ao banco. São eles: fraudes, falência, roubos, além da falta de segurança nas transações. Foram entrevistadas 2.640 pessoas nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Curitiba, Brasília, Campinas, Salvador e Recife.
Já o segundo perfil – usuários com renda entre R$ 800 e R$ 4 mil mensais – preferem bancos que ofereçam simpatia e atendimento mais próximo, pois se sente mais seguro quando recebe uma atenção maior. Trata-se de um sentimento de acolhimento, acompanhado de explicações sobre o uso dos produtos financeiros e sobre a adequação desse uso aos tipos de necessidades financeiras que esse público tem. Foram entrevistadas 6.700 pessoas nas cidades de São Paulo (capital, Osasco, Campinas, Santos, São José dos Campos, Ribeirão Preto, Mogi das Cruzes, Sorocaba e Guarulhos), Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Caxias do Sul, Curitiba, Londrina, Florianópolis, Joinville, Blumenau, Salvador, Recife, Fortaleza, Maceió, João Pessoa, Natal, Vitória, Brasília, Goiânia, Campo Grande, Belém e Manaus e os resultados indicam que esse perfil de usuário tem preferencia pela


O diretor-presidente do Instituto Fractal de Análises de Mercado, Celso Grisi, destaca os diferentes públicos pesquisados, “Estamos falando de dois perfis completamente diferentes e, sem dúvida, suas escolhas serão distintas. Mas uma coisa é fato: no quesito fácil acesso, os grupos empatam no critério de seleção de bancos”, diz. O estudo mostra que ambos os perfis se preocupam e se sentem incomodados com as tarifas, motivo que os levam a evitar a abertura de mais de uma conta corrente para não pagar mais taxas. No caso dos usuários com renda mensal entre R$ 800 e R$ 4 mil, em 2009, 1,43 pessoa mantinha, em média, uma conta corrente aberta. Em 2010, esse número caiu para 1,39, em 2011 para 1,31, e, no ano passado, chegou a 1,11. Já os usuários de alta renda mantinham duas contas por pessoa. Em 2010, a média ficou em 1,89, em 2011 em 1,83, e, em 2012, caiu para 1,80.
 
Para o executivo, não se pode descartar que ambos os perfis analisados também se preocupam com as tarifas bancárias, mas isso não se torna um fator decisivo na hora de escolher um banco. “Existem dois pontos importantes a serem destacados nessa pesquisa: o primeiro deles indica que quem antes escolhia um banco por facilidade passou a ser mais exigente do ponto de vista econômico. O outro é que, para pagar cada vez menos tarifas, os brasileiros estão optando por usar os produtos e serviços de um só banco”, finaliza Grisi.