Poder da mulher no mercado

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Sendo a maioria da população brasileira, as mulheres, a cada dia, conquistam seu espaço em diversas áreas e atividades sociais. Elas representam 53% dos internautas no Brasil e 43% dos donos de negócios e, segundo a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, elevar a participação das mulheres na força do trabalho para o mesmo nível dos homens aumentaria o PIB em muitas nações. Já no mercado consumidor, elas sempre são voz ativa e decisiva na hora da compra. De acordo com um estudo conduzido pelo americano Michael Silverstein, líder da área de consumo da consultoria Boston Consulting Group (BCG), as mulheres controlam ou influenciam 70% dos gastos de consumo feitos nos Estados Unidos, gerindo cerca de cinco trilhões de dólares.
No setor automotivo no Brasil, onde há predominância por parte do consumidor masculino, as mulheres já representam 45% das compras de carros. No mercado imobiliário isso não se difere muito, as mulheres são normalmente mais cuidados e criteriosas do que os homens. “As mulheres pesquisam mais e são mais emotivas para negociar na hora da compra de um imóvel. Não há dúvidas que elas são a voz decisiva do casal neste momento, apesar de necessitar de opinião de terceiros para validar sua decisão”, conta Luiz Antônio Rodrigues, presidente da LAR Imóveis, imobiliária em Minas Gerais. De acordo com o empresário, entre as características mais exigidas pelo público feminino em relação aos imóveis estão: ter armários nos quartos e cozinha, piso de qualidade e pintura em bom estado de conservação. No caso das solteiras ou com filhos, priorizam ainda a área de lazer, segurança e portaria 24 horas. 
“As mulheres sempre pesquisam um número maior de imóveis, fazendo uma triagem dos quais se adéquam mais às suas necessidades e desejos. Além do mais, elas questionam muito e com riqueza de detalhes, e visitam várias vezes os imóveis antes de decidir pela compra”, completa Rodrigues.