Porque migrar para cartão inteligente

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Autor: Gustavo Gassmann
No Brasil, grande parte das empresas ainda operam com cartões de acesso físico de 20 anos atrás, quando fizeram a primeira e, muitas vezes, a única instalação do serviço. Mesmo com o advento de novas tecnologias, a migração para um cartão mais seguro ainda é pouco discutida nos meios corporativos, uma vez que o investimento requer tempo e mudanças no orçamento. Os cartões de proximidade, de código de barras e os de tarja magnética ainda são a maioria no país, mas já é possível ver empresas que adotaram os cartões inteligentes sem contato. Esta migração para um nível maior de segurança ainda é muito lenta, muitas vezes devido a falta de conhecimento sobre novas tecnologias existentes ou percepção errada do custo para realizar a migração. Na verdade, os custos geralmente são menores do que se imagina.
Proporcionar um nível mais elevado de segurança para pessoas e bens, assim como eficiência operacional e custo-efetividade, já justificam razões para uma migração. Especialmente para organizações que agregam outras aplicações para os seus cartões de controle de acesso sem contato, esta mudança torna-se ainda mais interessante.  Organizações tem a oportunidade de migrar de um cartão de proximidade com baixa frequência (125 kHz), para uma tecnologia superior de alta frequência (13.56 Mhz), como é o caso do cartão inteligente sem contato. Além de mais segura, esta tecnologia permite a inclusão de novas funcionalidades ao cartão, podendo ser usado desde o tradicional uso em acesso físico ao uso em pagamento sem dinheiro (exemplo: em uma lanchonete da empresa onde o valor do almoço é descontado do diretamente do pagamento do funcionário) até para login seguro no computador (uma segurança superior a tradicional senha), além de muitas outras aplicações.
Investir em segurança é prevenir riscos e desastres, já que um impacto negativo na organização pode acarretar prejuízos à reputação da empresa, que poderia levar anos para ser superada. Além desses, existem outros fatores que respondem o porquê de fazer uma migração para um cartão inteligente sem contato.
Como toda tecnologia, novos sistemas tendem a ser mais seguros e sofisticados. Assim como um ultrapassado software de computador está mais sujeito a vírus, hackers e similares, a tecnologia de segurança antiga também é vulnerável.
Há 15 ou 20 anos atrás, os cartões de proximidade, de baixa freqüência, eram o padrão na indústria de segurança, oferecendo um controle eficiente e eficaz. Ao longo do tempo, as empresas perceberam a necessidade de adicionar segurança visual, tal como uma fotografia, sendo esta uma forma básica de autenticação. 
Porém, nos dias atuais, permanecer com os cartões de proximidade pode ser um risco, uma vez que já existem dispositivos capazes de falsificar estes cartões. Embora a clonagem nem sempre aconteça, mesmo quando se trata de uma empresa com tecnologia antiga, há muitas razões para que alguém seja motivado a clonar um cartão. Estas vão desde o acesso a informações de alto valor ou de bens a um ex-funcionário descontente buscando vingança. E não vale a pena arriscar.
Hoje, os cartões de alta freqüência são o padrão no controle de acesso. Muitas vezes conhecido como cartões inteligentes sem contato, esta nova tecnologia tem várias camadas de segurança embutidas no chip.
Estes cartões podem identificar o indivíduo, autenticar seus direitos de acesso, via chaves criptografadas, que são únicas para cada organização e para cada cartão e armazenar dados, tanto para garantir seu uso no interior da empresa quanto para a gestão de registro de pessoas.
Para uma organização que ainda está usando cartões com tarja magnética, pode ser tentador fazer a atualização para um sistema de baixa freqüência. Mas, mesmo proporcionando um nível maior de segurança, esta tecnologia ainda deixa uma organização vulnerável e com pouca ou mesmo nenhuma economia de custos.
Qualquer organização que está pronta para um novo sistema de controle de acesso deve migrar-se a um sistema de alta freqüência. Isto irá maximizar o investimento e minimizar o risco, que é a principal razão para ter um sistema de controle de acesso.
Podemos notar hoje que um cartão pode servir para várias funcionalidades. Muitas organizações estão usando a tecnologia de cartões diversos para gerenciar tudo, desde acesso ao edifício a sua utilização no refeitório, oferecendo gerenciamento centralizado para a empresa e facilidade de uso para os funcionários.
O cartão inteligente é uma chave portátil para milhares de tecnologias. Como tal, pode agilizar os processos, melhorar o fluxo de trabalho e reduzir o número de cartões de um indivíduo tem de carregar.
A chave do sucesso para uma boa migração é encontrar um fornecedor que ofereça tecnologias inovadoras e flexíveis. O parceiro ideal precisa servir duas funções críticas. Primeiro, é necessário fornecer uma solução de controle de acesso que atenda as exigências de segurança atuais. Segundo, mas de igual importância, a solução também tem que proporcionar uma plataforma para aplicações futuras que atenda aos requisitos da evolução de uma organização para uma maior funcionalidade e comodidade.
Gustavo Gassmann é Diretor de Vendas do Brasil da HID Global.