Poucas empresas são consideradas digitais

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Relatório intitulado “Organizando-se para o digital: Porque a destreza digital é importante” da Capgemini, realizado em parceira com o Centro para Negócios Digitais do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, MIT, revela que poucas empresas têm usado as tecnologias digitais com sucesso para tornarem-se uma organização verdadeiramente digital. Ele mostra que aquelas que conseguiram fazê-lo tinham uma chance duas vezes maior de registrar maior crescimento, lucratividade e satisfação dos clientes em relação aos seus concorrentes.

“Destreza digital” é a capacidade de adaptar rapidamente o formato organizacional para obter mais valor com transformações digitais sucessivas. Tornando-se, por exemplo, organizações mais inteligentes, por meio de decisões sistemáticas baseadas em dados, transferência de mais poder de decisão aos funcionários da linha de frente e colaboração integrada entre as áreas. “Durante a disseminação da energia elétrica, a produtividade cresceu somente quando as empresas reformataram radicalmente a maneira como eram organizadas – desde layout físico das fábricas e implantação da linha de montagem até a elevação da especialização profissional. Foi uma mudança radical, que não ocorreu da noite para o dia – levou de 20 a 30 anos para evoluir. Temos a convicção de que algo bem semelhante ocorrerá com a transformação digital. A modificação dos nossos modelos organizacionais tradicionais em modelos digitais exigirá uma mudança complexa. Mas não temos escolha se quisermos tirar proveito máximo dessa revolução digital”, afirma vice-presidente sênior de transformação digital da Capgemini Consulting, Didier Bonnet.

O relatório é baseado em uma pesquisa com 274 executivos do setor, que representam 150 empresas de 28 países. São revelados diversos atributos essenciais que diferenciam a maior parte das empresas digitalmente maduras: mentalidade voltada ao digital e que priorize as soluções digitais antes de tudo; experimentação sistemática para impulsionar a inovação por toda a organização; capacidade de se organizar rapidamente em torno de novas oportunidades digitais; empoderamento dos funcionários da empresa por meio do acesso aos dados; engajamento dos funcionários, encorajando a resolução de problemas de forma colaborativa.
 
O relatório também revela que possuir um alto grau de destreza digital possibilita às empresas aproveitarem as oportunidades e reagirem às rupturas muito mais rapidamente do que seus concorrentes tradicionais. É mais importante do que nunca que as empresas ganhem destreza digital – a marca de uma organização digital, mas as empresas se encontram em níveis diferentes na criação dessa cultura como parte de sua estrutura. Por exemplo, um pequeno grupo (7%) de importantes empresas exibe uma mentalidade marcada pela destreza e priorização do digital: elas possuem operações totalmente digitais, conseguem se organizar rapidamente, detectam novas tendências e possuem experiência e competência significativa em tecnologias digitais.
 
Já a maioria ainda se encontra na fase de transição, tentando lidar com a instabilidade entre os novos modelos organizacionais e os antigos: muitas delas (56%) estão na fase inicial, começando a mudança e formando gradualmente suas competências digitais. Enquanto um número considerável (21%), encontra-se num estágio avançado de transição, adotando várias funções digitais para personalização da experiência do cliente, simplificando tarefas rotineiras e facilitando a colaboração interna dentro e além das fronteiras da organização.
 
Há ainda os 16% das organizações estão “estacionadas”, não apresentam competência digital significativa, lutam com as possibilidades, são inflexíveis e incapazes de responder às tendências e necessidades do cliente.