Preços no varejo fecham “estáveis” em 2006

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Os preços praticados no varejo pelos comerciantes de São Paulo encerraram 2006 com variação positiva de 0,03% em relação ao ano anterior. Trata-se de um avanço bem abaixo do verificado em 2005, que foi de 2,52%. É o que aponta o Índice de Preços no Varejo (IPV), da Federação do Comércio do Estado de São Paulo. No contraponto dezembro a novembro, a alta também foi discreta: 0,16%. O IPV é apurado mensalmente pela Fecomercio desde 1992. Os dados são coletados junto a cerca de 2 mil estabelecimentos comerciais no município de São Paulo, contemplando 21 segmentos varejistas e 450 subitens pesquisados.

Segundo o presidente da entidade, Abram Szajman, a expectativa é de que o índice se mantenha nos patamares atuais, uma vez que o câmbio continua valorizado o que favorece o controle da inflação. Apenas os produtos ligados ao agronegócio devem exercer alguma influência altista sobre o IPV. “O excesso de chuvas, que afeta os produtos in natura, e a entressafra da cana de açúcar poderão pressionar um pouco os preços no varejo. Isso porque os derivados da cana prometem sofrer elevação em virtude do aumento da adição de álcool à gasolina”.

As facilidades de parcelamento oferecidas pelas grandes redes foram decisivas para que os preços praticados pelos setores de Móveis/Decorações e de Material de Construção acumulassem no ano de 2006 avanços, de respectivamente, 5,78% e 1,79% em relação ao ano anterior. Na comparação dezembro a novembro, o IPV praticado pelos dois grupos tiveram altas de 2,07% (Móveis/Decorações) e 0,51% (Material de Construção), em comparação a novembro.

A modificação na forma de venda do pão francês – por quilo e não mais por unidade – pode ter colaborado para que o grupo Padarias encerrasse o ano com elevação de 4,13% em seus preços. Em dezembro, o grupo também registrou elevação nos preços (1,36%) em comparação a novembro. Outros grupos que acumularam resultados positivos em 2006 foram: Relojoarias (10,13%), Floriculturas (8,26%) e Óticas (5,52%). No comparativo dezembro a novembro, os preços praticados pelos mesmos grupos tiveram o seguinte comportamento: +1,01% (Relojoarias), -0,58% (Floriculturas) e + 0,37% (Óticas).

Resultados negativos – O grupo Supermercados terminou 2006 com retração de 1,13% no contraponto a 2005. O setor foi um dos principais responsáveis pela manutenção do IPV em patamares comedidos uma vez que a atividade não teve registrou variações significativas nos preços no decorrer do ano. No contraponto dezembro a novembro, o grupo apurou elevação de 0,39% nos preços. No último mês de 2006, as principais altas foram verificadas em: Óleos (7,75%), Ovos (3,33%), Cereais (2,56%), Cafés e Chás (2,51%) e Verduras (2,32%). Registraram quedas: Frutas (1,81%), Carnes Bovinas (1,83%), Adoçantes (2,14%), Aves (4,82%) e Tubérculos (6,16%).

A popularização de algumas tecnologias e a desvalorização do dólar frente ao real contribuíram para que Eletroeletrônicos e Eletrodomésticos encerrassem 2006 com quedas de, respectivamente, 16,82% e 1,99%. No contraponto novembro a dezembro, as variações também foram negativas: 2,33% (Eletroeletrônicos) e 0,97% (Eletrodomésticos).

O grupo Feiras também apurou retração 4,53% no acumulado de 2006 em relação a 2005. No contraponto dezembro a novembro, o recuo foi de 1,50%. O resultado foi influenciado principalmente pela ausência de choques climáticos. Os impactos durante as entressafras também foram mínimos. Outros que registraram queda nos preços em 2006 foram: Autopeças e Acessórios (1,51%), CDs (0,70%), Brinquedos (0,20%) e Vestuário, Tecidos e Calçados (0,05%). No comparativo dezembro a novembro, os preços praticados pelos mesmos grupos tiveram o seguinte comportamento: -0,32% (Autopeças e Acessórios), -0,22% (CDs), -0,02% (Brinquedos) e +0,63% (Vestuário, Tecidos e Calçados).