Preparado para nova realidade?

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Hoje já vivemos em um mundo conectado. Quase todas as pessoas têm acesso à internet e fazem uso de alguma rede social. Já não há mais barreiras para a distância quando se trata de comunicação. No futuro, o meio virtual só irá evoluir, a tendência é que a conectividade aumente e cada vez mais haja uma interação entre os objetos. Por exemplo, futuramente, as geladeiras irão realizar automaticamente os pedidos de compra aos supermercados, assim que os produtos forem sendo consumidos. Mas será que a sociedade terá muitas mudanças no seu comportamento? E as empresas, como irão lidar com essa nova era? Segundo Dane Avanzi, vice-presidente da Aerbras e diretor do Instituto Avanzi, o futuro será muito diferente. “Um fator decisivo para o processo será o quanto as pessoas irão aceitar abdicar de sua liberdade e privacidade em alguns casos”, afirma ele.
Essa nova era, que já é chamada como Internet das Coisas, para Avanzi irá tornar as relações ainda mais virtuais do que reais, um processo que já vem acontecendo nos dias de hoje, porém a aceitação será diferente de acordo com as características de cada região. “Fatores sócio econômicos de acesso à tecnologia e nível educacional das diferentes populações também influirão no processo”. Ou seja, o desenvolvimento de cada lugar irá determinar como essa modernização irá acontecer, não muito diferente do que já ocorre. “O mundo será muito diferente. Os Jetsons, desenho do Hanna Barbera, dão um cenário de como será daqui a 100 anos em algumas partes do mundo. Em outras partes, o mundo continuará como na idade média. Conheço muitos lugares que são tribais até os dias de hoje, em vários países da África, Oceania, aqui mesmo no Brasil, lugares que mudaram pouco desde o século XVI”.
Já para as empresas, o processo agora é procurar se preparar para as mudanças que virão e algumas já começaram esse processo. O executivo conta que há negócios, principalmente os de grande porte, que já estão antevendo possibilidades de expansão para novos ambientes de consumo. “Penso que muitas já estão criando, e, inclusive preparando a geração futura para a mudança cultural que está por vir. Por exemplo, a Microsoft financia o Projeto Khan University, que ensina pela internet todos os conteúdos de todos os ramos do saber, uma verdadeira babilônia digital. Já a Google está investindo pesado no carro que dirige sem condutor, guiado por GPS”.  Além disso, Dane Avanzi ressalta que as agências de marketing digital terão uma importância muito maior para o mercado. Outra mudança será na forma como serão feitos os trabalhos, cada vez menos manuais. “Penso que cada vez mais utilizaremos habilidades cognitivas para trabalhos intelectuais. Além das questões médicas, que impactarão o intelecto do homem atual”. Ao mesmo tempo, Avanzi avalia que estes riscos fazem parte dos ganhos que virão e serão superados pelas experiências.
Por mais que já vivamos com a conectividade em alta, é difícil determinar como será no futuro, restando apenas que previsões sejam feitas, esperar pelo desconhecido e se preparar pelas mudanças que virão. “Acredito que algumas demandas e necessidades serão automatizadas, mas as consequências, ao certo, é difícil de prever hoje porque dependerá muito da intensidade e da diversidade de indústrias que poderão ser impactadas”.