Quem consome mais tecnologia?

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As empresas do setor financeiro estão entre as que mais consomem tecnologia no Brasil. Segundo pesquisa realizada pela Frost & Sullivan, empresa internacional de consultoria e inteligência de mercado, os investimentos do setor em tecnologia somaram US$ 1,6 bilhão em 2003, e deverão atingir cerca de US$ 2,3 bilhões em 2009, considerando-se um crescimento médio anual de 5,5%. Já as despesas com serviços de telecomunicação ficaram em US$ 908 milhões em 2003 e as previsões apontam para cerca de US$ 1,3 bilhão em 2009. Atualmente, os bancos respondem por 90% do total de tais gastos, o segmento de seguradoras por 9% e o de mercado de capitais por apenas 1%.

“Essas perspectivas fundamentam-se sobretudo no uso de soluções baseadas em novas tecnologias, que auxiliam as instituições financeiras a diminuir custos de telecom, tanto na comunicação de dados, como em aplicações de voz”, observa Alex Zago, analista de pesquisa da Frost & Sullivan, acrescentando que “as áreas de segurança, desenvolvimento de software e aplicações web tendem a impulsionar os investimentos nos próximos anos”. A pesquisa também aponta que as soluções baseadas no protocolo IP (Internet Protocol) ainda são incipientes, mas prevê que elas alavanquem parte dos investimentos, como é o caso do VoIP (Voice Over IP), já empregado, em 2003, por 45% dos bancos em ao menos uma aplicação.
De acordo com o estudo, as tecnologias relacionadas à segurança exigirão maior volume de investimentos do setor bancário. “Essa demanda reflete a preocupação das empresas com os prejuízos causados por ataques de hackers, e também a necessidade de adequação dos sistemas às legislações regulatórias que surgiram nos últimos anos, como a lei federal que regulamenta a assinatura e as certificações digitais, a regulamentação do BIS (Bank for International Settlements) sobre o Basiléia II”, explica Zago.
Ainda ao analisar os bancos, o levantamento revela que investimentos em software são os que mais aumentam atualmente, com previsão de crescimento a uma taxa média anual de 9,4% até 2009. Esse crescimento deverá ser impulsionado, entre outros fatores, pela expansão do uso de serviços de internet banking, e-learning e pela maior penetração de sistemas de gerenciamento. Outra tendência observada é a crescente utilização de serviços de terceiros para o desenvolvimento desses softwares. Somente entre 2002 e 2003, o orçamento para desenvolvimento de aplicativos terceirizados cresceu quase 70%.
Segundo o estudo, o investimento em software também vai se destacar no mercado de seguradoras e contará com crescimento médio anual de 9,3% até 2009. Além disso, o estudo constata ainda o grande potencial das tecnologias sem fio. “As necessidades de mobilidade no mercado segurador são muito grandes e a utilização de tecnologias sem fio como WLAN e transmissão de dados por celular trarão maior agilidade, precisão e menores custos nas operações”, explica Alex Zago.