Quem são os mais otimistas?

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Executivos do Brasil e México estão mais otimistas que seus pares norte-americanos e europeus, embora compartilhem de algumas mesmas preocupações para driblar condições econômicas fracas. Esse é um dos resultados da edição de 2013 do estudo “Management Tools & Trends”, da Bain & Company, empresa global de consultoria de negócios. A pesquisa deste ano incluiu 213 executivos do Brasil e México, que atuam em empresas de diversas indústrias e tamanhos. 
 
Executivos latino-americanos estão otimistas, mas reconhecem que possuem desafios. Eles sentem que há muitas coisas em seu favor: 79% acreditam que a habilidade de adaptação a mudanças é uma vantagem competitiva significativa; 76% acreditam que as mídias sociais melhoraram a relação das marcas com seus clientes e consumidores; 64% estão muito preocupados em como atingir as metas de 2013; 67% sentem que as preferências das novas gerações no ambiente de trabalho têm forçado mudanças de cultura e processos nas empresas; 61% estão muito preocupados com o impacto que um ataque de hackers pode ter em seus negócios; 63% sentem que os consumidores estão menos leais às marcas do que eles costumavam ser.
 
A Bain & Company também observou maior foco e uso mais estratégico de ferramentas de gestão ao longo dos últimos anos. A média de ferramentas de gestão utilizadas por executivos latino-americanos caiu para 5,3, número inferior aos 13,1 de 2006 e 10,3 de dois anos atrás. Empresas brasileiras usaram poucas ferramentas. As que foram utilizadas mais frequentemente foram Gerenciamento de Satisfação e Lealdade e Programas de Mídias Sociais.
 
A Reengenharia dos Processos de Negócios foi a ferramenta mais utilizada, mas foi a única em que o nível de satisfação ficou abaixo da média. Gerenciamento da Qualidade Total, Planejamento Estratégico, Pesquisas de Engajamento de Colaboradores e Balanced Scorecard tiveram níveis de satisfação muito altos. Poucas empresas no Brasil usaram Orçamento Base Zero, Downsizing ou Declaração de Missão e Visão.
 
“Observamos uma tendência de queda no número de ferramentas de gestão utilizadas por empresas na América Latina. Nós acreditamos que isso reflete o fato das empresas na região estarem se tornando mais seletivas na hora de selecionar ferramentas e estão focando na maximização do valor estratégico, evitando modismos”, comentou Alfredo Pinto, sócio da Bain & Company.

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