Raio-x do cliente

0
10
Hoje, com a tecnologia que há no mercado, as empresa já conseguem conhecer o perfil dos seus clientes. Através das redes sociais e outros canais de comunicação, é possível saber sobre gostos, hábitos e comportamentos que permitem uma maior segurança para realizarem ações de relacionamento. No futuro, o levantamento desses perfis tende a ser mais aprofundado com o avanço das tecnologias, na geração da Internet das Coisas. Uma era que promete uma maior conectividade entre os objetos, em que informações serão geradas e recebidas, em tempo real, de diversos lugares. “Teremos um ambiente inteligente que facilitará a vida de pessoas e empresas”, afirma Mário Almeida, diretor da agência S4W Marketing Digital.
Para Almeida, a Internet das Coisas permitirá que os negócios tenham acesso a um raio-x completo do cliente, de forma instantânea, o que permitirá novos meios de interação entre si. “Será possível atendê-los com mais presteza e proporcionará a criação de produtos e serviços cada vez mais alinhados com as suas necessidades”, explica. Porém, para que essas novas maneiras de comunicação aconteçam será preciso saber trabalhar com a maior demanda de dados dos consumidores. “Segundo a Cisco, em 2013, tivemos 13 bilhões de objetos conectados à rede e serão, aproximadamente, 50 bilhões em 2020. De nada adiantará essa imensidão de objetos e a infinidade de dados produzidos se as empresas não os tratarem corretamente.” Para isso, o diretor ressalta que será preciso que as empresas criem políticas de governança para essas informações e saibam escolher a forma mais correta de obtê-las e gerenciá-las, para que se tornem estratégicas nas tomadas de decisões. 
Da mesma forma como as empresas terão acesso a mais informações dos clientes, estes também saberão mais delas. O que criará a situação de que mais do que conseguir dados, os negócios deverão lidar com uma maior sinceridade sobre a sua utilização de dados e a política de privacidade. Além disso, é esperado que haja novos modelos de negócios, novas formas de monetização e com as informações em um tempo real mais rápido, as decisões serão feitas de forma mais imediata.
Outra antecipação possível é a percepção de que a virtualização dos serviços passará de opcional para obrigatório. “Atualmente, a maioria dos empreendimentos não possuem nem o primordial, que seria um website orientado para a geração de negócios, participação ativa nas mídias sociais, loja virtual, entre outros. O ponto de partida é planejar a presença estratégica no mundo digital”, explica Mário.  Com isso, cada vez mais os negócios terão noção sobre o comportamento de seus clientes, do mercado e conhecimento sobre as mudanças desse universo, tornando-se mais preparados. 
Entretanto, o diretor ressalta que é preciso cautela, pois não basta se conectar à todos os objetos, se estes não condizem com os serviços e informações que o negócio fornece. Cada vez mais será preciso ter conhecimento da utilidade do trabalho ao cliente, para que assim tenham algum resultado positivo. “Os novos produtos e serviços precisam realmente oferecer algo útil aos clientes, senão estes não comprarão”. Junto a isso, ter em mente que estes são passos para uma transformação que não terá como voltar. “Essa é uma transformação sem volta, e estamos vislumbrando apenas a ponta do iceberg. Cabe aos empreendedores acompanhar e compreender essas mudanças e assim gerar valor para o seu negócio”.