Relações profissionais

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Autor: Marcelo Ponzoni


Qual a diferença entre amor e carinho nas relações pessoais e profissionais? Para a grande maioria existe muita diferença. Para mim, não. Parto do princípio de que realmente sou apaixonado pela minha empresa e pelo meu trabalho, pois paixão é um sentimento de querer mais – e quanto mais, melhor -, ficar perto, conviver com o objeto da paixão. Na verdade, é o que mais buscamos em nossos dias.

 

Para se manter apaixonado é necessário alimentar uma relação de amor e carinho que, se não for baseada em atitudes de respeito mútuo, justiça e bom senso, dificilmente permanecerá íntegra por muito tempo.

 

Se sou apaixonado pela minha empresa e sinto amor e carinho por ela, e se minha empresa em sua essência é formada por pessoas com quem convivo mais de oito horas por dia, sinto que não pode haver outro sentimento de minha parte senão o sentimento de amor e carinho pelas pessoas que compõem a empresa.

 

Quando realmente amamos, sempre jogamos com a verdade, com cumplicidade e  comprometimento, tendo como reciprocidade os mesmos sentimentos.

 

Para muitos, o que estou afirmando pode ser pura utopia, demagogia ou até fantasia… Mas a realidade que vivo aponta exatamente o contrário. Luto há 20 anos, com disciplina e muita responsabilidade para manter sempre acesa a chama da paixão no ambiente da minha empresa, tendo no decorrer desses anos inúmeras provas deste real sentimento que lastreia as bases das relações da Rae,MP: baixo turn-over, mínimas intrigas, relações verdadeiras, cooperação entre departamentos, alto nível de responsabilidade e comprometimento, entre várias outras características que me fazem a cada dia acreditar mais e mais que o sentimento de amor e carinho traz muito mais do que resultados: traz para esta empresa algo pouco entendido quando visto de fora, pois é somente dentro dos corações daqueles que vivenciam este dia-a-dia que mora o sentimento a que me refiro.

 

Amor é apego, é proteção, é esperança e perseverança. Não é mais nem menos diante das alegrias ou das derrotas. Pelo contrário, é nas derrotas que ele atua com mais força, unificando as relações. Amor sempre será amor: sentimento que não se vende, não se empresta, não se rouba, nem se esconde. Amor na empresa, acredito que é união, e a união faz a força: se não existe o amor, só nos restam os valores materiais, egoístas por si só.

 

Amor na empresa é pura atitude de compaixão, atenção, justiça e respeito. No fundo, é o que todos nós esperamos, seja em nossa vida pessoal, seja na profissional. Tenho plena certeza: amor nunca será demais!

 

Marcelo Ponzoni proprietário-fundador e diretor executivo da agência Rae,MP. ([email protected])