Rumo à terceira plataforma, e agora?

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Constantemente se discute sobre as evoluções que o desenvolvimento das tecnologias trouxe ao mundo e como será o futuro da sociedade com o avanço cada vez maior da internet. Porém, quem é o responsável por esse progresso? São os clientes que impulsionam as empresas, ou o contrário? Com relação à Internet das Coisas e a evolução da conectividade dos canais na vida das pessoas, Reinaldo Sakis, research and consulting manager – consumer & comercial devices da IDC Brasil, é enfático: esta é uma necessidade muito mais dos negócios dos que das pessoas.  Isso, porque, os clientes ainda não estão muito cientes de como será este futuro e como se preparar para ele. Já as empresas se valem da ideia da próxima geração virtual para a criação de novos produtos para o hoje. “A indústria está querendo levar este conceito a um novo nível e quer vender seus novos produtos, que poderão servir para o futuro. O usuário não sabe se ele precisa de tudo isso, mas as empresas já estão criando um portfólio, uma vez que todos os produtos do futuro irão mudar para se adequar a essa nova era”, explica. Um exemplo que, segundo ele, se adequa neste comportamento é o Google Glass.
Esta estratégia de criar uma demanda futura, ainda que não se saiba exatamente sobre o que deseja o usuário, faz com que as empresas já iniciem um processo de transição para o que a IDC chama de terceira plataforma. Como contou Sakis, a primeira plataforma que foram os mainframes, computadores de grande porte. Depois, foi a geração de cliente-servidor, quando iniciaram as criações de softwares e aplicações, momento em que as empresas começaram a comprar computadores para difundirem dentro de seus ambientes. Para então, rumar à terceira plataforma. “Nessa fase temos quatro grandes pilares: social media, cloud, big data e analytics e mobilidade”, afirma o executivo. Nesta nova fase, os negócios precisarão lidar com uma série de implicações, não tão simples, que demandarão tempo principalmente no quesito de procurar lidar com o montante de informações, que será cada vez maior, resultando em lucro. 
Mas, mais do que pensarem nas tecnologias e meios de conseguirem chegar aos dispositivos e aos clientes, Sakis ressalta pontos sociais que poderão acarretar no serviço das empresas no futuro e precisam ser pensadas na hora do planejamento das estratégias. Uma questão é a privacidade das pessoas: será que a sociedade vai estar preparada para ter todos os seus dados acessíveis e expostos, inclusive, mais do que hoje?  Apesar de poder ser uma mudança benéfica, o fato de deixar disponíveis informações, que ainda se pode guardar, vai gerar um impacto. Outro fator será o desafio com o governo e as suas regulamentações, principalmente, quando envolve grandes gerações de receitas, que as cobranças também aumentam. “Será preciso entender também as implicâncias que virão com essa maior geração de receita, que podem atrapalhar esse desenvolvimento”, diz ele. 
Por outro lado, como ainda não é possível estabelecer uma resposta única, e nem uma solução, sobre o que será a Internet das Coisas, muitos assuntos deverão ser debatidos. Enquanto isso, as empresas já podem procurar formas de já poderem obter resultados positivos nesta futura geração. Para isso, Sakis ainda deixa uma dica: “mais do que ter sensores, é preciso ter uma rede, profissionais e softwares preparados, para que não haja gastos desnecessários. Na linguagem da IDC, as empresas tem que viver para gerar negócio na terceira plataforma”.