Salários e vagas devem diminuir

0
11



Os colaboradores de um quarto das empresas privadas de capital fechado do mundo podem esperar um mau ano. O estudo International Business Report (IBR), da Grant Thornton International, representada no Brasil pela Terco Grant Thornton, mostra que 21% das empresas não darão aumento salarial aos empregados em 2009, e, pior, 3% delas querem reduzir os salários.

 

Das 7.200 empresas de 36 países ouvidas na pesquisa, apenas 10% mostraram-se dispostas a dar aumentos superiores à inflação, enquanto 54% vão repor apenas este índice. Em relação ao aumento de vagas, as tendências também não são animadoras: 50% das empresas pretendem manter o mesmo quadro de profissionais e 27% querem cortar postos de trabalho. Mas 23% das empresas devem aumentar os quadros.

 

As previsões mais pessimistas são dos países da Ásia, onde 29% das empresas não pretendem aumentar os salários – em Taiwan, por exemplo, 72% dos empresários consultados responderam que não darão reajustes salariais este ano. Os empresários dos países nórdicos serão os mais generosos, pois 82% deles responderam que pretendem dar aumento igual ou superior à inflação – a média global para esta pergunta foi de 64%.

 

No Brasil, onde foram ouvidas 150 empresas, sendo cem de São Paulo, 25 do Rio de Janeiro e 25 de Salvador, 61% dos empresários disseram que vão aumentar o salário de acordo com a inflação, 20% pretendem dar reajustes maiores e 12% não vão dar aumentos. Além disso, 2% querem reduzir os salários. “O número de empresas brasileiras que vai aumentar os salários é alto porque as leis trabalhistas garantem essa reposição. As empresas que não darão aumento algum terão que negociar benefícios, sociais ou econômicos, com os sindicatos de cada categoria profissional”, explica Wanderlei Ferreira, sócio-coordenador da divisão de tributos da Terco Grant Thornton.