Ser preditivo traz inteligência

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Autor: Guilherme Cerqueira


Na atual era da informação onde o mundo sofre mudanças em tempo real, ser preditivo é uma questão de inteligência competitiva. Do ponto de vista da estratégia empresarial, ser preditivo é ter a capacidade de antecipar os resultados futuros e agir pró-ativamente para ajustar a estratégia antes que estes resultados se tornem realidade numérica: ou seja, lucro ou prejuízo.


A maioria das empresas tem dificuldade de serem preditivas, pois os referenciais de orientação estratégica são sempre baseados em números existentes em sistemas financeiros. O único problema é que estes números já representam o passado que foi consolidado e que, obviamente, é imutável. Além de ser impossível consertar o passado, estes mesmos números oferecem pouca garantia de que no futuro eles voltarão a ser realidade.


A grande realidade é que em todas as organizações são as pessoas que fazem os números acontecerem positivamente ou negativamente. Ou seja, é a qualidade do trabalho e da relação das pessoas com o mercado hoje, que produzirão os números que estarão nos sistemas financeiros de amanhã.


Essa é uma tendência mundial que pode ser traduzida pelo conceito de Enterprise Feedback Management (EFM). O EFM coleta e gerencia as informações que transitam isoladamente entre as pessoas, transformando-as em conhecimento e disponibilizando-as imediatamente para os gestores estratégicos se adiantarem ao que irá se tornar realidade financeira em breve. Mais do que isso, o conceito de EFM ainda permite que as pessoas sejam monitoradas constantemente em relação à qualidade de execução de seus processos e atividades.


Quando um sistema de EFM é implantado, existe uma verificação constante do feedback de todas as pessoas que cercam os principais processos de negócio (soma de todas as versões da verdade) e alertas são gerados imediatamente quando indicadores positivos ou negativos apuram excesso de “conformidades” (ótimo) ou excesso de “não conformidades” (problemas) nos processos.


É importante destacar que, muitas vezes indicadores negativos podem representar uma “oportunidade de inovação”, ou seja, pessoas podem estar descumprindo com a qualidade de execução esperada para um processo (não conformidade) simplesmente por terem descoberto uma melhor maneira de fazê-lo. E isso nem de longe pode ser considerado um problema.


Ou seja, ser preditivo é uma questão de sobrevivência. É acompanhar as mudanças dos negócios e projetos antecipando o futuro e trazendo Inteligência competitiva para as empresas.


Guilherme Cerqueira é diretor executivo da Questmanager