Táticas contra a crise em TI

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A crise mundial não assusta o mercado de TI, pelo menos no que diz respeito aos impactos em médio e longo prazo. De acordo com Marco Stefanini, presidente e fundador da Stefanini, consultoria de TI, “é inexorável: o mundo caminha para a área de serviços e, dentro dessa perspectiva, a tecnologia tem muita importância”.  O empresário, porém, ressalta que a curto prazo o segmento poderá sentir alguns sintomas da crise. “A curto prazo algumas empresas sofrerão uma pancada e poderão diminuir os investimentos de forma geral, inclusive em tecnologia, para não falirem, mas este é um posicionamento de curto prazo. A médio/longo prazo o setor de TI continuará crescendo”, afirma.

 

Outro segmento que, para Stefanini, não sofrerá fortemente os efeitos da crise são as ações offshore. Por ainda representarem uma fatia pequena nos processos gerais de outsourcing, tem espaço para crescer. Apostar em segmentos que não foram diretamente afetados pela crise – setores do governo e Telecom, por exemplo – é outro conselho de Stefanini.

 

O otimismo do empresário corresponde aos resultados positivos colhidos em 2008. A empresa superou metas e obteve a melhor taxa de crescimento orgânico dos últimos seis anos, com aumento de 35% em relação a 2007, fechando 2008 em R$ 510 milhões. Para chegar a esse resultado, além de aumentar o escopo de serviços prestados aos clientes atuais, conquistou 40 novos, como Schincariol, Nokia Siemens, Sodexo, Astra Zeneca, Golden Cross, Magazine Luiza, Cosan, STF e Pirelli.

 

Stefanini aposta fortemente no México, onde abriu o quarto escritório em 2008 e registrou crescimento de 80%, como fonte de crescimento da empresa em épocas de crise. “Ainda somos pequenos no México, por isso podemos atacar. Diferentemente do Brasil onde, por sermos grandes, somos atacados e temos de lutar para manter a posição no mercado”, explica. A consolidação das operações internacionais, que passaram a responder por 22% do faturamento da consultoria, foram um dos elementos importantes para os resultados positivos de 2008.

 

Este ano, o Canadá também passou a sediar uma unidade da empresa. “Tanto o México, quanto o Canadá são áreas estratégicas para a Stefanini, devido à proximidade com os Estados Unidos, o principal mercado de TI do mundo. Além disso, muitas empresas têm investido alto em infra-estrutura de tecnologia, principalmente as instituições financeiras”, explica Stefanini. Para o próximo ano, a consultoria planeja a expansão das operações nos Estados Unidos e abre a quarta filial no país no primeiro trimestre.