TeleBrasil defende desenvolvimento sustentável

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A TeleBrasil – Associação Brasileira de Telecomunicações, por meio do superintendente-executivo, Cesar Rômulo Silveira Neto, intercedeu por um novo modelo na prestação de serviços do Estado brasileiro. O executivo da entidade enfatizou a construção coletiva de um novo paradigma para um desenvolvimento sustentável do País, com ênfase na inclusão social. A argumentação foi pleiteada durante o painel de encerramento da Futurecom 2006, que aconteceu, em Florianópolis (SC), de 2 a 6 de outubro.

Na opinião do executivo, é preciso aproveitar as modernas funcionalidades e potencialidades das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) para o país atingir o desenvolvimento sustentável com inclusão social. “Essa mudança de paradigma determinará um expressivo aumento do mercado para os setores das TIC, que, por sua vez, produzirão um novo ciclo de investimentos na expansão e modernização de redes e serviços”, comentou Cesar Rômulo.

De acordo com o representante da TeleBrasil, chegamos ao final de um ciclo de investimentos, iniciado com a privatização do Sistema Telebrás, que rendeu US$ 31 bilhões aos cofres do Estado, “mas que agora o setor se depara com novas demandas da sociedade”. Em sua argumentação, o executivo sinaliza que a necessidade do cidadão não é apenas para instalações de banda larga, em si, mas sim pelas aplicações que elas facultam, para atender a demandas históricas por educação básica, saúde pública, previdência social, segurança pública e registros públicos confiáveis.

“Hoje, com o capital humano e com os recursos tecnológicos de que dispomos, temos condições de construir soluções completas com TICs, que estão a demandar banda larga para levar serviços essenciais do Estado brasileiro para toda a população. São 140 milhões de pessoas, das classes sociais C, D e E, situadas nas áreas urbanas e rurais que precisam ser atendidas pelo Estado brasileiro. Será preciso contratar soluções completas, que se valem da infra-estrutura de banda larga para a prestação do serviço que o Estado, constitucionalmente, é obrigado a prestar”, explicou o superintendente-executivo.

Cesar Rômulo afirmou que não adianta oferecer banda larga, caso o Estado não ofereça o serviço. Neste contexto, tal como já aconteceu anteriormente nas telecomunicações, é preciso buscar uma mudança de paradigma na prestação de serviço do Estado. “Temos que cobrar do Estado, nessa prestação de serviço, tal como foi feito nas telecomunicações, universalização, qualidade de serviço, competição e, sobretudo, transparência”, concluiu.