Telecomunicações lídera em cheques devolvidos

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Líder em inadimplência nos últimos meses, o segmento de telecomunicações apresentou índice de cheques devolvidos de 5,97% em agosto, o que representou uma elevação de 8,5% no comparativo com julho (5,5%), mostra pesquisa da Telecheque.
Para o vice-presidente da Telecheque, José Antônio Praxedes Neto, aumento da inadimplência nesse segmento, assim como o próprio risco constatado em agosto no Brasil, reflete tendência de elevação da inadimplência nesse período, em função da compensação de parte dos cheques pré-datados das compras do Dia das Mães e do Dia dos Namorados. “No entanto, os índices de cheques devolvidos nesse segmento têm se mantido em níveis melhores nos últimos três meses, na comparação com maio e abril, por exemplo, meses em que a inadimplência no ramo chegou a 7,84% e 11,08%, respectivamente”, afirma Praxedes.
“Acreditamos que mesmo com o aumento da taxa básica de juros, de 16% para 16,25%, conforme determinou o Copom na sua reunião de ontem, o varejo não deve repassar os custos para o consumidor, incentivando a utilização de cheques e dinheiro, já que outros meios de pagamento, atrelados a instituições financeiras, tendem a repassar a elevação da Selic”, avalia Praxedes.
Desempenho de outros segmentos – O segmento de materias de construção e comércio de ferragens, um dos ramos com melhores indicadores em agosto, apresentou índice de cheques honrados de 98,63% e de cheques devolvidos de 1,08%, menor 7,7% no comparativo com julho (1,17%). Já o segmento de supermercados registrou índice de cheques devolvidos de 2,18%, maior 15,9% em relação ao do mês anterior (1,88%). O índice de cheques honrados no ramo foi de 97,27%. Nos postos de gasolina, o índice de cheques devolvidos em agosto foi de 1,81%, permanecendo no mesmo patamar de julho (1,82%).
Vale destacar o desempenho do segmento de farmácias e drogarias, com índice de inadimplência de 2,18%, superior 8,5% no comparativo com julho (2,01%), e do ramo de eletrodomésticos, com índice de cheques devolvidos de 1,54%, queda de 30% em relação a julho (2,20%).
Para medir a inadimplência a empresa leva em conta os valores das transações com cheques e não a quantidade de cheques devolvidos.