Transformação para um novo comportamento

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Os clientes de hoje já não são os mesmos de ontem. Frutos de uma vida mais tecnológica e rápida, eles não querem mais gastar o tempo com certas atividades, se possuem uma opção mais rápida e prática. Um exemplo são os minimercados. Chamados também de lojas de vizinhança ou supermercados de bairros, esses estabelecimentos vêm mostrando um crescimento no setor do varejo alimentício, pois as pessoas aumentaram a procura por um local em que possam realizar compras rápidas e que estejam no caminho de casa. “O crescimento dos minimercados é reflexo da mudança de hábito desse consumidor brasileiro, que busca praticidade e proximidade, diante da necessidade de otimizar o tempo para suas compras. São clientes, geralmente, de classe A, B ou C”, afirma Carlos Corrêa, superintendente da Associação Paulista de Supermercado, Apas.
Inclusive as grandes redes estão se valendo da opção de migrarem para as lojas de vizinhança, como uma maneira para reaverem os clientes que começaram a migrar para o comércio de bairro, segundo Corrêa. “Os supermercadistas viram nos minimercados uma oportunidade de atender a determinado público, de forma a aumentar seus lucros, investindo em uma estratégia de marketing para fidelizar os clientes”, completa. Tal transformação, nada mais é do que o resultado de uma experimentação dos consumidores, que procuram por outras formas de experiência na hora da compra e que atendam às suas necessidades. “Entre outros modelos há o atacarejo, loja de descontos, loja de sortimento limitado, lojas gourmet, especializados, etc.”
Com a adaptação ao novo público, o resultado é um maior benefício aos empresários, tanto das grandes redes quanto dos tradicionais mercados, uma vez que surgiu um ciclo: com a maior demanda de procura dos clientes, eles foram favorecidos com mais opções de compra. “Para os supermercados, a vantagem é, além da fidelização, poder ampliar serviços e, consequentemente, seus ganhos.” Ele vê a presença dos minimercados provocando dois efeitos. “De um lado, o velho comércio de bairro precisa profissionalizar-se para sobreviver. De outro, os supermercados e hipermercados terão de arranjar novas formas de chamar atenção, algo que já começaram a fazer, ao diversificar a oferta de produtos não-alimentícios”, completa Côrrea.