Treinamento e competência

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João Gonçalves Filho (Bosco)

Com o surgimento dos meios modernos de comunicação, em particular, com o despontamento da Internet, o conhecimento humano foi socializado, ou seja, disponibilizado para o mundo inteiro, embora, o acesso ainda esteja limitado, no Brasil, segundo o Comitê Gestor da Internet, 68% dos brasileiros nunca acessaram a rede. Hoje, são 11,96 milhões de internautas domiciliares e chega a 32,1 milhões, se considerarmos os que acessam a web do trabalho ou telecentros. A partir dessa realidade globalizada, o treinamento passou a ser algo de vida ou morte para a sobrevivência e competência da empresa em mercados globalizados.

Muitas são as experiências utilizadas por empresas de sucesso concernentes ao real foco a ser direcionado para definir estratégias de um treinamento contínuo por seus Recursos Humanos, visando-se o comprometimento de todos na “gestão compartilhada da lucratividade”.

Para o facilitador do Leader Training, Yasushi Arita “pouco importa sua habilidade, conhecimento, capacidade, experiências e até mesmo porções de sorte, se a empresa não sabe onde chegar”. A grande lição do treinamento e que é relevante: estar sempre começando, adequando-se à realidade do mundo em transformação, absorvendo os novos conhecimentos, os quais se constituem em caráter contínuo e atualizado às necessidades do mercado moderno e às novas necessidades do consumidor atual. O essencial, portanto, é que o gestor da empresa e seus colaboradores tenham o firme propósito de estarem sempre agregando novos conhecimentos e experiências. Alguém já afirmou “o único aprendizado não utilizado na vida é aquele não aprendido”.

A empresa competitiva, globalizada, fadada ao sucesso, deve estar aberta sempre para novos desafios impostos pela modernidade, a partir dessa revolução das comunicações, em destaque, para a Internet. A grande verdade, reafirmamos, é sempre tempo de começar, recomeçar e aprender. Para tudo, é preciso o primeiro passo, particularmente, quando se trata em alcançar objetivos pessoais, profissionais, empresariais, adequando-se à realidade de cada momento, enfim, acompanhar o processo de mudanças do mundo moderno. Para o escritor e jornalista, João Doria Júnior “o sucesso da empresa de excelência há de estar focado sempre nessa realidade dos seus colaboradores, levando-os a um aprendizado permanente”. Para o consultor de empresas, Daniel Godri “sempre temos algo a aprender e melhorar”.

Para o palestrante e escritor Mário di Persona “o alvo de cada negócio é arregaçar as mangas e partir para ação de um trabalho em equipe, em que todos estejam preparados, com embasamentos técnicos-científicos, para levar a empresa a caminhos do sucesso. O consumidor atual não mais aceita a empresa imcompetente”. Sem conhecimento, aprendizado, certamente, a empresa encontrará obstáculos intransponíveis para a lucrativa. A escolha do caminho a ser trilhado pela empresa depende única e exclusivamente dos seus gestores e colaboradores na comunhão dessa filosofia. Segundo o palestrante Roberto Shinyashiki “sem essa gestão compartilhada, a empresa estará comprometida, mais cedo ou mais tarde, com o atingimento de seu sucesso na área em que atua, mercê a competitividade do mercado globalizado da modernidade”.

Como reflexão final, a falta de conhecimento em todos os níveis da gestão empresarial gera incertezas e inconstâncias, a tomada de providências tardias e ineficazes. As decisões devem ser tomadas: rápida e acertadamente, implicando sempre numa maturidade estribada no conhecimento humano, no aprendizado acumulado e experiências vivenciadas. Portanto, treinamento e competência na empresa andam de mãos dadas.

João Gonçalves Filho (Bosco) é administrador de consórcio([email protected])