Um ano para estar acessível

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Ainda que em 2014 já fosse possível vislumbrar que esse ano não seria tão fácil, poucos previam que haveria uma crise político-econômica tão grande como essa. Tanto mercado quanto clientes se viram obrigados a assumirem um comportamento diferenciado. Os gastos ficaram contidos de todos os lados e direcionados apenas para aquilo considerado mais vital. Isso fez com que as empresas passassem a procurar por maneiras de atrair os clientes, fazendo uso de um conceito que já vinha sendo muito trabalhado nos últimos tempos com o aumento da conectividade, a acessibilidade.
Segundo Gustavo Molina, diretor geral do Hellofood Brasil, mesmo com a crise e todos os desafios que surgiram no ano, o mercado não deixou de ser exigente. Pelo contrário, cada vez mais os consumidores estão cobrando das empresas. “Enquanto o cliente tinha poucas opções no mercado e poucos canais para expressar suas opiniões hoje em dia está tudo mais acessível”, diz. Ainda mais que houve um grande surgimento de empresas e startups, exigindo uma posição mais dinâmica e disponível para os clientes.
Com todo esse cenário, o executivo comenta que as empresas passaram a buscar cada vez mais pela personalização da comunicação, a fim de atender os clientes nas suas especificidades, suprindo suas necessidades. Até porque, o cliente realmente não parou de gastar na crise, somente priorizou os custos e os direcionou para aqueles que estivessem mais acessíveis e com melhor custo-benefício. “Se por um lado o valor médio por compra deu uma reduzida, surgiram mais opções acessíveis e com um grande foco na qualidade do atendimento”, pontua.
No caso do Hellofood, Molina conta que 2015 foi um ano diferente para a empresa, que teve um crescimento exponencial se comparado com o ano anterior. “Foi também o ano que profissionalizamos muito mais a nossa operação e hoje estamos com um nível de qualidade muito mais alto e processos muito mais robustos na gestão de nossos clientes”, afirma. Com isso, o negócio fechou parcerias com grandes nomes do setor, como Pizza Hut e McDonald’s e expandiu a operação de entrega própria para outras cidades. “Hoje podemos oferecer um nível de serviço que não era possível anteriormente com os entregadores dos nossos parceiros.”