Vamos falar de sustentabilidade?

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Uma palavra bonita, carregada de conceitos e na boca dos gestores. Isso é sustentabilidade, rasamente falando. Porém, na prática, ela vai além e vira um desafio constante para as empresas. Além disso, há também quem pense que se trata apenas da questão ecológica. Porém, não é bem assim. “São três pilares que formam a sustentabilidade. Além do ambiental, há o ´social´ e o ´econômico´. Ou seja, não resolve nada proteger a natureza se as ações que forem feitas prejudicam as pessoas e/ou acabam sendo inviáveis economicamente. Por exemplo, não adianta uma marca de roupa mencionar que usa tecido orgânico ou com menos corantes e química, se está usando trabalho infantil ou escravo”, destaca Bruno Maletta, diretor da Consumoteca. E respeitar esses pilares é fundamental nos dias de hoje para triunfar na competição acirrada com as concorrentes, na opinião de Lizzi Colla, gerente de recursos humanos e sustentabilidade da International Paper. “Os consumidores brasileiros conseguem diferenciar quais são as empresas socioambientalmente responsáveis. Não se pode falar em competitividade nos dias de hoje sem levar em consideração esse conceito.”
Tanto que 60% dos brasileiros se preocupam com o meio ambiente no dia a dia, segundo pesquisa nacional sobre consumo consciente, divulgada em 2013 pela Fecomércio-RJ, em parceria com o Instituto Ipsos. Em outro estudo, realizado pela Akatu em 2012, o número de pessoas que já ouviu falar em sustentabilidade aumentou de 48% para 60% em um período de dois anos. Por isso, as ações sustentáveis devem estar nos andares mais altos no que diz respeito às práticas de uma empresa. “As instituições são agentes de desenvolvimento e, dentro dessa ótica, temos de atender às demandas da sociedade sem comprometer o futuro, deixando para as próximas gerações um legado de integridade”, destaca Luciana Costa, coordenadora de relacionamento com a comunidade e sustentabilidade da Fiat Chrysler. A empresa de carros, inclusive, começou a implementar o Sistema de Gestão Ambiental (SGA) na década de 1990. Com isso, a marca registra queda contínua dos indicadores de consumo de água e de energia, por veículo produzido.
Outra companhia que mudou muitos conceitos internos que, inclusive, interferem nos hábitos alimentícios do brasileiro é a BRF, empresa dona das marcas Sadia, Perdigão, Qualy, Batavo e Elegê. Em pratos prontos e empanados houve substituição de sal por temperos naturais (incremento de cebola, alho, ervas, etc). Também houve diminuição de gorduras em empanados através da substituição por mais carne de frango e por meio de tecnologias em processos, reduzindo o “carregamento” de gordura durante a fabricação.
Dentro desse cenário, se torna fundamental seguir esse conceito, como salienta Lígia Camargo, gerente de sustentabilidade da Unilever. “Consumo Sustentável é um conceito que cada vez mais precisa fazer parte do dia a dia de todos nós. É um caminho sem volta para a população mundial, uma vez que o modo de consumirmos hoje não é viável para o mundo.”
E para você, qual o papel da sustentabilidade nas relações de consumo? Deixe a sua opinião na enquete do portal ClienteSA.
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