Websense revela crescimento em número de sites de hackers

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A Websense, especializada em soluções para gerenciamento de acesso à internet por funcionários, informa que o número de websites criados por hackers aumentou 45% nos últimos doze meses, chegando a mais de seis mil sites, compostos por cerca de um milhão de páginas de conteúdo a este respeito. Desta total 13% ou 831 sites estão escritos em língua portuguesa, entre os quais 366 estão registrados no Brasil. Estes números indicam riscos para segurança interna de organizações de todo o mundo. De acordo com pesquisa conduzida na Conferência de Segurança de Informações do Gartner Group deste ano, 80% dos gerentes de segurança de rede acreditam que a maior ameaça à segurança vem de seus próprios empregados.

O recurso humano é considerado o maior patrimônio de uma empresa, mas, ao mesmo tempo, pode representar seu principal risco de segurança, já que websites como os de hackers disponibilizam ferramentas e instruções que permitem aos funcionários, técnicos ou não, interferir em operações de rotina de redes internas ou de terceiros. Além disso, esta atividade pode ser desempenhada durante o horário comercial e, ainda, utilizando recursos de informática oferecidos pela própria empresa. A maioria dos sites de hackers contém arquivos com ferramentas para a invasão de páginas como softwares de ataques do tipo DoS (denial of service), sniffer (que analisa o tráfego e detecta problemas na rede) e anti-sniffer e ainda crackers (descobridores de senhas ou chaves de registro).

O expressivo aumento do número de websites de hackers provavelmente está relacionado a problemas políticos e econômicos atuais. De acordo com um levantamento realizado pela empresa de segurança mi2g Intelligence Unit, o país que mais sofreu com os ataques de hackers este ano foi os Estados Unidos, com mais de 26.000 ataques, seguido do Brasil, que registrou mais de 4.800 ataques em 2002. A mi2g revelou também que todos os dez grupos de hackers mais ativos no mês de novembro são brasileiros.

“Uma empresa que não bloqueia o acesso de seus funcionários aos milhares de sites de hackers existentes torna-se um alvo em potencial”, comenta Fernando Fontão, engenheiro de sistemas da Websense para a América Latina. “Novas ferramentas contra invasões surgem a cada dia, mas ainda não é comum encontrá-las nas organizações. A melhor solução é acabar com o problema na própria fonte”, conclui.