José Ernesto Marino Neto, sócio-gestor do Kempinski Laje de Pedra

Brasil entra na rota do ultra luxo em hospitalidade

Sócio-gestor do Kempinski Laje de Pedra fala da aposta em hospitalidade antecipatória, resgate histórico e padrão internacional

Inaugurar o segmento de ultra luxo de hospitalidade demanda muito mais do que arquitetura icônica e investimentos robustos. Exige presença humana, atenção absoluta aos detalhes e capacidade de antecipar desejos antes mesmo de serem formulados. É com essa premissa que o Kempinski Laje de Pedra vem sendo construído, ainda antes da abertura oficial do hotel. Há seis meses, o projeto deu início à sua primeira etapa: um núcleo de hospitalidade dedicado a elevar, desde agora, o padrão de serviços oferecidos aos visitantes. A iniciativa marca o renascimento de um símbolo da hotelaria brasileira, em Canela (RS), unindo memória afetiva, retrofit cuidadoso, sustentabilidade e o rigor de uma das mais tradicionais redes de luxo do mundo. Tudo para posicionar o Laje de Pedra como referência inédita de ultra luxo no País, conforme detalhou José Ernesto Marino Neto, sócio-gestor do Kempinski Laje de Pedra, hoje (28), na 1270ª edição da Série Entrevista ClienteSA.

Ainda que venha a ser inaugurado dentro de pouco menos de dois anos, o executivo esclareceu que a primeira etapa do projeto já foi iniciada, há seis meses, com o núcleo de hospitalidade com 150 pessoas trabalhando no local. “Temos várias atividades já em andamento e o objetivo é o de elevar o padrão dos serviços para que, desde já, os visitantes tenham uma noção do que será no futuro essa experiência.” Para isso, foram contratadas hoteleiras extremamente experientes, que foram levadas a fazer uma imersão no mundo Kempinski na Ásia, passando várias semanas em hotéis da rede em Bangkok e Bali. “Para elevar o nível do serviço é preciso cuidar de quem cuida.”

Voltando no tempo, José Ernesto falou de quando surgiu a ideia do Grupo Kempinski adquirir o Laje de Pedra, ícone da hotelaria da Serra Gaúcha, premiado como o melhor hotel do Brasil na década de 1980 e inaugurado em 1978, na cidade de Canela (RS), com projeto do arquiteto gaúcho Edgar Graeff, a partir de um projeto inspirado por Oscar Niemeyer. “Quando visitei a propriedade, me deparei com algumas surpresas. Por exemplo, a visão espetacular do Vale do Quilombo, área tombada e uma das imagens mais lindas que existem no País. Segundo ponto: percebi que o hotel estava abraçado com o loteamento Laje de Pedra, um dos mais sofisticados do País e um paisagismo deslumbrante, consolidado ao longo de mais de 40 anos.”

Outro aspecto que chamou a atenção do investidor foi que o hotel, embora com a aparência decadente – depois de ser fechado em função da pandemia em 2020 -, guardava inúmeras memórias afetivas. “Ali havia sido assinado, em 1992, o Tratado do Mercosul. Foi onde aconteceram alguns dos principais festivais da música brasileira, com canções compostas por Vinícius de Moraes no interior da propriedade. Tudo isso oferecia os componentes necessários para se pensar em um negócio muito sofisticado.”  Foi daí, segundo ele, que surgiu a ideia do empreendimento, que está passando por um extenso retrofit, preservando os traços arquitetônicos do prédio original e incluindo elementos modernos, tecnologia e sustentabilidade, recriando o Laje de Pedra com “uma nova alma” e dentro do conceito de ultra luxo.

Foi assim, conforme destacou José Ernesto, que encontraram os elementos necessários para atrair a Kempinski, rede alemã de hotéis de luxo mais antiga da Europa, fundada em 1897 e com presença em mais de 30 países, firmando parceria para administrar e transformar o Laje de Pedra, e marcando sua primeira propriedade na América do Sul. “Trata-se de uma companhia que pensa em uma coleção de hotéis com personalidades próprias. Por exemplo, o hotel Kempinski em Istambul era o palácio do sultão, o de Munique era residência oficial do rei da Baviera e assim por diante nas 85 propriedades espalhadas em 34 países. Quando apresentamos essa oportunidade à rede, entenderam perfeitamente que fazia todo sentido e, então, nasceu a parceria.”

O executivo descreveu como estão trabalhando para entregar uma qualidade diferenciada em cada detalhe da construção, bem como os móveis desenhados com assinaturas exclusivas. Ele ainda explicou que o Kempinski Laje de Pedra adotará um modelo inovador de propriedade compartilhada: os apartamentos serão vendidos em cotas, permitindo aos proprietários usar as unidades por um número de semanas no ano e também alugar quando não estiverem usando. “Tudo com serviços exclusivos e personalizados. O ultra luxury significa antecipação, ou seja, quando o cliente pensar em alguma coisa aquilo já está disponível”, salientou José Ernesto, que respondeu também perguntas da audiência.

O vídeo, na íntegra, está disponível no nosso canal do YouTube, o ClienteSA Play, junto com as outras 1269 lives realizadas desde março de 2020, em um acervo que já passa de 4,2 mil vídeos sobre cultura cliente. Aproveite para também se inscrever. A Série Entrevista ClienteSA terá sequência amanhã (29), com a presença de Giulliana Guazzelli, diretora comercial da Caju, que falará dos avanços na jornada de gestão dos benefícios corporativos; e, encerrando a semana, o Sextou debaterá o tema “Cliente Global: Inteligência artificial ainda domina previsões de CX em 2026?”, reunindo Camila Ferreira, CEO e fundadora da Rise UP, Ladislau Batalha, CEO e fundador do LAB Experience, e Rodrigo Tavares, partner da IN Digital.

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