Probare amadurece setor de callcenter

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O amadurecimento de uma pessoa, empresa ou setor econômico acontece em diferentes momentos e situações e de formas diversas. Não existe uma regra para que isso aconteça. O estágio é atingido mais rapidamente para alguns dependendo de uma série de fatores. Nas pessoas, ele geralmente ocorre na medida em que elas adquirem conhecimento e acumulam as boas e más experiências vividas. É preciso ainda considerar também o tão subjetivo temperamento humano.

Nas empresas, também se leva em conta seu tempo de vida e características como a qualidade dos produtos, da comunicação, do nível de aperfeiçoamento de processos ou simplesmente o faturamento, mas, sobretudo, a seriedade com que atende seus consumidores.

Quanto aos setores econômicos, a maturidade tem inúmeras formas de se manifestar, seja pelo volume de transações, investimentos e receitas, o nível de modernização das empresas que o compõem, o envolvimento nas questões de responsabilidade social, grau de globalização, coisas assim.

Mas não resta dúvidas de que um indicador fundamental do amadurecimento de um segmento é sua capacidade de união e de se autofiscalizar. Pois é exatamente o que acaba de acontecer com o setor de Call Center/Telemarketing que reuniu três associações – Associação Brasileira de Marketing Direto (ABEMD), Associação Brasileira das Relações Empresa-Cliente (ABRAREC), Associação Brasileira de Telemarketing (ABT) – sob um mesmo teto, com a coordenação de Alexandra Periscinoto, para lançar o Programa Brasileiro de Auto-Regulamentação do setor (Probare).

Não é preciso ir muito longe para saber da importância que esse programa tem para o segmento de Call Center/Telemarketing no Brasil, alvo de críticas, algumas vezes injustas, mas que refletem sua necessidade. A iniciativa é fundamental também para o Marketing Direto nacional, já que o telemarketing se transformou em uma ferramenta essencial nas ações de relacionamento. Ademais, é a área que mais emprega no setor de serviços, nada menos do que 600 mil pessoas, sendo a fonte de primeiro emprego para milhares de jovens.

A exemplo do Conar, que regula a atividade publicitária, o Probare vai garantir maior credibilidade às empresas certificadas. E é importante notar que ele não é classificatório ou eliminatório, porque empresas de pequeno porte serão também certificadas, desde que atendam aos requisitos propostos pelo Código de Ética e pelo programa propriamente dito. Ou seja, uma empresa pode ter poucos postos de atendimento, mas ter processos bastante sofisticados.

Por fim, o Probare é resultado do esforço das entidades, de mais de 70 empresas e 400 profissionais que por oito meses se dedicaram com afinco para produzir um texto da melhor qualidade possível. É certamente uma iniciativa de primeiro mundo que só comprova o auto grau de profissionalismo existente no mercado.

Efraim Kapulski, presidente da ABEMD