Consumo das Classes C e D cresce 8% em maio

Estudo aponta reversão no recuo do índice detectado em fevereiro, março e abril

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Luciana Godoy
Luciana Godoy

Pesquisa de Hábitos de Consumo realizada mensalmente pela Superdigital, fintech do Santander, e que busca traçar o perfil do consumidor das classes C e D. no Brasil, registrou uma elevação de 8% no índice de consumo em maio. O resultado, de acordo com Luciana Godoy, CEO da empresa no país, representa uma boa recuperação, uma vez que nos três meses anteriores o mesmo havia apresentado quedas sequenciais. Segundo ela, todas as regiões do Brasil apresentaram melhora, mas o crescimento mais robusto foi no Norte (14%) e no Sudeste (10%). Sul, Centro-Oeste e Nordeste tiveram alta de 9%, 5% e 2%, respectivamente.

Os setores que mais alavancaram os números foram Lojas de Roupas (12%), Transportes (10%), Restaurante (10%), Combustível (8%) e Hotéis e Motéis (8%). Os gastos que mais tiveram queda foram com Diversão e Entretenimento (-19%), principalmente, jogos online. Em abril, o consumo on-line representou 25% do total das compras e passou para 22% em maio. Já nas lojas físicas, passou de uma representatividade de 75% em abril para 78% em maio, com aumento nas categorias Diversão e Entretenimento (81%), Serviços (12%), Lojas de Roupas (9%) e Restaurante (7%).

“Depois do fechamento do comércio que houve no início do ano, as pessoas voltaram a ir a restaurantes e lojas”, analisou a CEO, acrescentando: “Percebemos uma mudança até no consumo de entretenimento, já que, nos meses anteriores, identificamos crescimento de gastos com jogos on-line. Agora, o consumo está sendo em parques de diversão, academias, entre outros serviços presenciais”. Esta avaliação fica ainda mais evidenciada, disse ela, observando-se os valores médios gastos em maio com cada modalidade. Os que mais cresceram foram em Companhias Aéreas (7%), Hotéis e Motéis (5%) e Restaurante (4%). “As pessoas estão gastando com itens que dependiam de maior circulação. Conforme o avanço da vacinação, elas se sentem mais confiantes para viajar, ir a um restaurante ou espaço público”, afirmou a executiva.