Mais de 40% dos brasileiros das classes C e D trocaram de celular na pandemia

Pesquisa ponta que os aparelhos são utilizados principalmente para acessar as redes sociais

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Alexandre Ramalho, CEO da Go2Mob
Alexandre Ramalho, CEO da Go2Mob

Mesmo com o cenário de crise imposto pelas circunstâncias da pandemia, 41,2% dos brasileiros das classes C e D trocaram de celular no último ano. Além disso, entre os que não o fizeram, 47,6% pretendem fazê-lo nos próximos 12 meses. Esses dados fazem parte da Pesquisa Go2Mob/FirstCom sobre o uso de celulares pelas Classes C e D, realizada pela Go2Mob, empresa que oferece soluções integradas para o setor mobile, e a agência FirstCom Comunicação.

O estudo, que contou com a participação de 4.588 pessoas das classes C e D em todo país. também revela que, embora 66,1% dos entrevistados contem com uma renda familiar inferior a R$ 1 mil reais mensais, 58,2% dos participantes possuem aparelhos com preço médio acima de R 2 mil. Quando questionados sobre como utilizam o celular no dia a dia, a atividade mais comum relatada pelos participantes é o acesso às redes sociais (54%). Os entrevistados também utilizam seus dispositivos móveis para jogar (31%), assistir vídeos (29%), trocar mensagens de texto (28%), fazer ligações de voz (26%), fotografar ou gravar vídeos (23%) e comprar (11%).

“Nosso levantamento confirmou que o celular é um objeto de desejo dessas classes sociais que, mesmo com uma renda familiar mais baixa, priorizam a compra de smartphones. A facilidade no pagamento em várias parcelas e um uso mais recorrente da Internet depois da pandemia são fatores que impulsionaram as vendas também nestas classes sociais”, assinala Alexandre Ramalho, CEO da Go2Mob. Plataforma própria da empresa e canais que alcançam mais de 150 milhões de pessoas por mês possibilitam coletar mais de 4,5 mil respostas diariamente em seus levantamentos..

Entre os que trocaram o celular no último ano, a maioria (49%) optou por um dispositivo da sul-coreana Samsung (49%). Em segundo lugar, aparece a Motorola (21,4%), seguida pela chinesa Xiaomi (6,9%) e a norte-americana Apple (6,4%). Já entre aqueles que pretendem realizar a troca nos próximos 12 meses, o cenário é parecido, embora algumas marcas apresentem uma taxa de intenção maior em comparação com as aquisições realizadas no último ano. A Samsung lidera a preferência (40,3%), seguida pela Motorola (17,3%), Xiaomi (17,1%) e Apple (14,5%).

Janela para o mundo
As classes C e D utilizam o celular principalmente para acessar as redes sociais. Entre os canais preferidos, o mais popular entre os respondentes é o WhatsApp (58%). Os participantes também utilizam o Facebook (52%), Instagram (36%) e YouTube (29%). Redes como Twitter (6%), Pinterest (5%), LinkedIn (2%) e Clubhouse (1%) são menos utilizadas. Apenas 9% dos respondentes disseram não acessar redes sociais no celular.

Para trocar mensagens de texto e realizar chamadas de vídeo, o WhatsApp também é o favorito (77%). Os entrevistados também utilizam o Facebook (19%), SMS (16%), Telegram (6%), Google Meeting (5%), Zoom (3%), Microsoft Teams (2%) e Skype (2%). Outras ferramentas são acessadas por 6% dos participantes e 8% não utilizam aplicativos do tipo no telefone.

“As redes sociais e os aplicativos de mensagens se tornaram muito populares em todas as classes, mas na C e D é notável que o celular é o principal e possivelmente o único canal disponível para navegar na Internet e se manter conectado”, analisa Luis Claudio Allan, CEO da FirstCom.

Os aplicativos preferidos
Cada vez mais populares, os aplicativos de bancos são bastante utilizados pelos brasileiros das classes C e D. O app mais comum é o da Caixa Econômica Federal (18%)*, seguido pelo Nubank (10%), Itaú Unibanco (8%), Banco do Brasil (8%) e Santander (6%). Entretanto, uma boa parte dos entrevistados (39%) ainda não tem esse tipo de aplicativo no celular.

“A liderança da Caixa é um reflexo do pagamento do auxílio emergencial, que levou muitos brasileiros a abrir conta e utilizar um app de banco pela primeira vez”, destaca Ramalho. “Mas ainda há muito mercado para os bancos crescerem nestas faixas sociais, já que quase 40% informaram não possuir aplicativos de banco no celular, sinalizando que uma boa parte ainda é desbancarizada”, acrescenta Allan.

Quando o assunto são os aplicativos de compra, o mais popular entre os entrevistados é o Mercado Livre (21%)*, mas iFood (11%), Americanas (10%), Magalu (8%) e Amazon (6%) também compõem o top 5 de boa parte dos usuários.

Já ao serem questionados sobre os aplicativos de transporte preferidos, a maioria (49%) afirmou não utilizar esse tipo de serviço. Entre os que utilizam, o Uber é o favorito (20,9%), mas os entrevistados também usam 99 (16,3%) e outros aplicativos (13,9%) .