Executivos de Eletromildia, JCDecaux e Kantar Ibope Media debatem as vantagens do atual movimento de evolução da comunicação out of home
Uma das mais antigas formas de comunicação ainda existentes, mas hoje modernizada e batizada de OOH (out of home), as mensagens oferecidas aos consumidores quando estão fora de casa vem crescendo em importância. Ela já detém 90% de penetração em países da América Latina, só perdendo para a internet, ainda mais com as sofisticações propiciadas pelo DOOH (digital out of home), com a inserção de IA, tecnologia interativa em 3D, etc. Sendo complementar e, muitas vezes, até mesmo a protagonista de uma campanha, essa mídia atualmente é baseada e mensurada em dados, de forma que as agências deixaram de vender telas para comercializar audiência aos clientes. Essa evolução do mercado foi tema do bate-papo, realizado hoje (21), na 1074ª edição da Série Lives – Entrevista ClienteSA, com a participação de Marcelo Pacheco, CSO da Eletromidia, João Binda, diretor comercial da JCDecaux, e Paula Carvalho, diretora de negócios Sell Side e New Business da Kantar Ibope Media.
Convidada a iniciar a conversa contextualizando o temaa, Paula afirmou que acompanha muito de perto a angústia dos players e das marcas em como equilibrar o uso dos meios de comunicação e se tornar mais eficiente, ou seja, como criar o match entre o público consumidor e os produtos que conversam com seus anseios e desejos. “Trata-se de um cenário em ebulição. Principalmente depois do período da pandemia, que afetou também o mundo da mídia. É um grande prazer falar de Out of Home, o segundo meio mais consumido – com 90% de penetração, só perdendo para a internet – de acordo com um estudo que temos, realizado em sete países da América Latina. Ou seja, um meio que veio para ficar, de uma forma cada vez mais profissional, desafiando as marcas a utilizar toda a criatividade que o OOH consegue entregar para fazer a diferença.” A executiva falou também da explosão do DOOH, o Digital Out of Home, fazendo uso de todas as ferramentas disponíveis e de como isso tem ajudado nos KPIs de conversão e na construção de marcas.
Depois foi a vez de Binda explicar que, vindo do meio digital, entende a JCDEcaux como uma empresa de tecnologia, cada vez mais tomando decisões assentadas em dados bem trabalhados e que alimentam todas as ferramentas da empresa para trazer mais eficiência, assertividade e transparência para os clientes. “O consumidor está muito mais receptivo às mensagens do OOH e, por isso mesmo, temos o desafio de avançar para extrair mais proveito dessas mensagens colocadas em cada um dos lugares. A comunicação que está nas ruas não é a mesma que está no metrô, que é diferente da que está no aeroporto. Muitas vezes, a campanha do Out of Home não é apenas complementar, mas a protagonista de todo processo de comunicação.” Segundo o diretor, é uma mudança de mindset, pois as agências estão deixando de comercializar telas para vender audiência.
Ao responder uma questão da audiência, disse que se pode sim mensurar os resultados de toda e qualquer ação feita nessa mídia. Complementando essa informação, ele assegurou que a JCDecaux conhece as características de todos os usuários das mais de 90 estações de metrô de São Paulo (SP). Afirmou ainda que 2024 foi um dos principais anos dessa indústria. “O meio e as interações crescem cada vez mais, graças ao uso de tecnologia e à consciência de que o que conta mesmo é a força da mensagem embutida.”
Corroborando com essas colocações, Pacheco afirmou que poucos perceberam o fato do OOH ter várias camadas. “A primeira delas é a experiência. Somos uma plataforma de conteúdo e de serviço que são colocados na rua, no elevador, no aeroporto, surpreendendo o público com experiências diferentes em cada local. Fazer uso do potencial de tudo isso é muito complexo, mas ao mesmo tempo em que podemos ser o protagonista da campanha, somos capazes de nos somar a qualquer outro meio. Trata-se de uma riqueza de possibilidades e de uma frequência para o mercado de comunicação como nenhum outro meio pode oferecer. Isso, com o acréscimo da digitalização, é elevado à enésima potência.” Com o transcorrer da live, os participantes responderam ainda a diversas perguntas enviadas pelo público sobre os investimentos no Out of Home, como medir o ROI, a montagem de storytelling entre telas em momentos diferentes, entre outras, expondo junto cases práticos.
O vídeo, na íntegra, está disponível em nosso canal do YouTube, o ClienteSA Play, junto com as outras 1072 lives realizadas desde março de 2020, em um acervo que já passa de 3 mil vídeos sobre cultura cliente. Aproveite para também se inscrever. A Série Lives – Entrevista ClienteSA voltará na segunda-feira (27), trazendo Cristiano Viola, diretor de operações da Greystar, que falar da aposta em novo conceito de moradia de aluguel; na terça, será a vez de Stefano Mazzaferro, country manager da inDrive; na quarta, Pedro Guimarães, head de produtos do Ouribank; na quinta, Cristiane Macedo, diretora de serviços da Ituran Brasil; e, encerrando a semana o Sextou debaterá o tema “Reputação digital: Como garantir presença positiva da marca?”, reunindo Beto Almeida, CEO da Interbrand, Lylian Brandão, CEO da Merco Brasil, Raffael Mastrocola, CEO da Jellyfish Brasil, e Santiago Edo, cofundador e CEO da Harmo.