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São Paulo, Brasil - 23 de fevereiro de 2024, 07:18

Passado, presente e futuro na nova jornada de saúde

Vitor Asseituno, cofundador e presidente da Sami

Presidente da Sami expõe a trajetória da healthtech que propõe um novo modelo em planos de saúde unindo tecnologia com mudanças culturais

Com foco em uma melhor experiência na jornada do paciente, os planos de saúde estão unindo o tradicional, com o médico de família tão popular nas antigas gerações, com o que de melhor as novas tecnologias podem oferecer, como no caso da telemedicina. É o caso da Sami, que atua como operadora de planos de saúde para pequenas e médias empresas na área metropolitana de São Paulo (SP). O reflexo do sucesso do modelo já vem aparecendo nos números. Em apenas três anos de atividades, a healthtech levantou mais de R$ 250 milhões em investimentos e alcançou mais de 20 mil clientes na região. Mais do que duplicando essa base a cada ano, a startup acredita poder sustentar esse crescimento graças à proposta de planos mais acessíveis, com menores reajustes e que, com times e operações estratégicas, garantam a eficácia esperada pelos pacientes. Detalhando essa trajetória e mergulhando nas mudanças culturais que podem ajudar a melhorar a saúde dos brasileiros, Vitor Asseituno, cofundador e presidente da Sami, foi o convidado, hoje (17), da 836ª edição da Série Lives – Entrevista ClienteSA.

Iniciando pelos motivos da expansão exponencial da carteira de clientes, Vítor disse que, ao aplicar tecnologia na busca de soluções que melhorem a prevenção e os cuidados da saúde das pessoas, existe igualmente a preocupação em ajudar na mudança cultural da população no entendimento de sua própria jornada nessa área. Estabelecendo um paralelo com a atenção que se dá às finanças pessoais, com a consciência de que, se houver descontrole e descaso, isso fatalmente trará consequências desastrosas, o executivo salientou que o foco na própria saúde também é algo que não pode ser terceirizado. “É um erro acreditar que podemos deixar a responsabilidade sobre essa questão nas mãos dos médicos e dos profissionais do setor. O problema é mesmo cultural, porque envolve elementos comportamentais.”

Nessa linha, ele chamou a atenção para o fato de que, segundo estatísticas, a maior parte das doenças, dentro deste século, é oriunda de aspectos de comportamento. Citou como exemplos a obesidade, diabetes, hipertensão, infarto, entre outras, frutos de maus hábitos e descaso com o estado de saúde. “Dessa forma, não há como se considerar o médico – aquele com quem a pessoa conversa durante meia hora a cada seis meses -, o responsável pela saúde da pessoa. Cabe ao paciente assumir a responsabilidade, por exemplo, de se alimentar melhor, adquirindo a consciência de que a nutrição é um dos fatores mais relevantes para determinar o estado de saúde de um ser humano.” Assim, a Sami vem atuando de forma a fortalecer o médico de família, a telemedicina e muita orientação no aplicativo, segundo o executivo, sempre deixando patente a responsabilidade que o cliente tem de incluir, nessa jornada, uma vida saudável. 

Ele entende, também, que o autocuidado, além de ser a única forma de garantir a saúde nos níveis desejados, é também uma forma de gerir melhor os custos envolvidos nessa jornada. Na concepção do presidente da Sami, é uma ilusão achar que se pode compensar o descuido pessoal contando com o fato de possuir um plano de saúde próprio ou fornecido pela empresa, utilizando-o de forma indiscriminada. Esse abuso acaba redundando em planos mais caros ou de menor qualidade, significando que, junto aos gastos com medicamentos, esse fator será sempre negativo também em termos financeiros. “Precisamos levar em conta que o sistema todo tem de ser melhorado. Sabemos que cerca de 75% da população não têm acesso a um plano de saúde, o SUS funciona de uma forma heterogênea, desequilibrada e desconfortável, e os próprios planos, mesmo sendo caros, muitas vezes ficam aquém daquilo que prometem.”

Dessa forma, Vítor atribui o crescimento da empresa exatamente por se apresentar como uma resposta eficaz à esse quadro. Segundo ele, trata-se de uma inversão dessa lógica desagradável ao oferecer um plano acessível, com reajustes menores e que funciona efetivamente diante das necessidades dos usuários. Ou seja, a startup veio, em sua opinião, ao encontro da necessidade latente dos brasileiros de contar com planos de saúde menos custosos e de mais qualidade. “Nosso modelo, nascido em 2020, é resultado de muita pesquisa e estudos sobre a realidade desse mercado. Tudo começa com o que chamamos de time de saúde, um grupo de médicos e enfermeiros à disposição dos pacientes e com a disseminação de uma mudança cultural.” Isso passa por trazer de volta a figura do chamado médico da família, aquele que olha e acompanha o desenvolvimento da saúde dos familiares ao longo do tempo. “Cachorro que tem muitos donos morre de fome”, expressou o executivo ao falar do quanto o excesso de especialização na medicina acaba tendo muitos profissionais cuidando de um único aspecto do paciente e, no final, a visão sistêmica das condições de saúde acaba se perdendo. Por isso, além de oferecer um time que acompanha o quadro geral do paciente, há uma valorização das equipes de enfermagem, como fator crucial para os objetivos do plano.

Houve tempo ainda para Vítor detalhar esse outro fator de mudança cultural, que é mostrar como a consulta de enfermagem barateia o processo e é, muitas vezes, mais rápida e eficaz, Ele também comentou sobre o incremento da telemedicina pelo app, que já responde atualmente por 95% das consultas nos planos da empresa, com aspectos de conveniência e redução de custos no processo. O executivo respondeu ainda sobre a combinação da sua formação médica com a visão empreendedora, esmiuçou as sondagens e captura de dados para uma atuação diferenciada nesse mercado e detalhou a relação com os RHs das empresas, as alternativas que permitiram penetrar no universo das pequenas e médias empresas, as perspectivas da IA para melhorar a jornada dos pacientes, entre outros temas.

O vídeo, na íntegra, está disponível em nosso canal no Youtube, o ClienteSA Play, junto com as outras 835 lives realizadas desde março de 2020, em um acervo que já passa de 2,5 mil vídeos sobre cultura cliente. Aproveite para também se inscrever. A Série Lives – Entrevista ClienteSA retorna amanhã (18) trazendo Carlos Emílio Flesch e João Leonardo Noveli Gonçalves, respectivamente, diretor executivo de planos de saúde e relacionamento com cliente e gerente da central de relacionamento da Cassi, para falar dos desafios da CX no modelo de autogestão da operadora de saúde; e, encerrando a semana, o Sextou tratará do tema “Consumo: O que esperar do consumidor brasileiro em 2024?”, reunindo, Renato Meirelles, presidente e fundador do Instituto Locomotiva, Lucas Godoy, commerce engineer director na VTEX, Paulo Schiavon, presidente do comitê de Retail Media do IAB Brasil e Rafael Couto, gerente de soluções da divisão Worldpanel da Kantar.

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