Futuro das transações mobile

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Autor: César  Lovisaro
As compras via m-commerce (transações via celular e tablets) têm crescido de forma significativa à medida que os dispositivos móveis se popularizam. Os números representam uma revolução e falam por si só. A ampliação do acesso à internet e acesso cada vez maior aos telefones celulares, que nos últimos anos tem crescido de forma exponencial, traz um novo panorama ao comércio eletrônico, transformando o  m-commerce em uma das boas alternativas para a economia brasileira.
O m-commerce é uma nova forma de se comprar e atualmente cresce mais do que o e-commerce tradicional (via internet), sendo que já representa uma porcentagem extremamente considerável das transações via lojas virtuais e transações bancárias. Segundo estudo realizado pela Coupofy, o m-commerce cresce 300% mais rápido do que o e-commerce, o que indica que os brasileiros estão descobrindo a modalidade. Ainda de acordo com o estudo, em 2016, as compras por dispositivos móveis tendem a crescer 42%, sendo que o comércio eletrônico tradicional possivelmente apresentará crescimento de 13%.
A previsão para a expansão do mobile é incrível. Estudos recentes também mostram que os usuários móveis são quatro vezes mais envolvidos do que os usuários da web tradicional e suas expectativas também são grandes quanto à experiência de uso. 67% destes começam engajados em seus dispositivos móveis e permanecem depois.
As compras efetuadas via mobile chegarão a US$ 200 bilhões em 2017, cifra quase três vezes superior ao valor registrado em 2013 (US$ 70 bilhões em todo o mundo). Outra expectativa do mercado é o aumento do número de downloads de aplicativos, que crescerá substancialmente, com aumento de 185% no mesmo período.
Apesar de o panorama ser muito positivo, o que demonstra que a sociedade brasileira está modificando seus hábitos de consumo, principalmente em razão da praticidade e da agilidade proporcionada pelos smartphones e tablets, é extremamente importante atentar-se para o fator segurança. Compras pela Internet, transações bancárias, envio de mensagens confidenciais e diversas outras possibilidades fornecidas pelo mobile merecem e exigem um nível de atenção singular, já que atualmente os riscos de sofrer um ataque de hackers são enormes.
Para se ter dimensão do quanto a segurança é importante, somente em 2015 os bancos registraram perdas de R$ 1,8 bilhão em fraudes eletrônicas. Outro dado relevante diz respeito às fraudes. Segundo pesquisa da ACI WorldWide, no ano passado, as tentativas de fraude no varejo aumentaram 30%. Uma das alternativas existentes e que têm se mostrado eficaz no que diz respeito à segurança é a adoção de tecnologias que oferecem métodos avançados de autenticação, assinatura de transações e funções OTP, e ainda soluções que usam tecnologias QR Code e Push.
Tokens modernos, capazes de se comunicar com o back-end de instituições financeiras, e que permitem a percepção de ataques man-in-the-middle, por exemplo, são ainda mais eficazes e garantem transações mais seguras e confiáveis. A segurança das transações via mobile não pode ser subestimada. Ela precisa caminhar de forma paralela, consistente e estruturada com a tecnologia, evoluindo à medida que são desenvolvidas novas ferramentas de proteção. Só assim toda a revolução do mobile, um dos pilares da “nova forma” de e-commerce e, consequentemente, da nova economia, estará realmente preparada para o futuro.
Cesár Lovisaro é vice-presidente da Datablink

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