Pedro Assis, fundador e CEO da Walks e CMO as a Service

No B2B, quem não constrói vínculo perde espaço para quem aposta em confiança

Hoje, o cliente do setor empresarial busca mais do que fornecedores, mas parceiros estratégicos capazes de compartilhar conhecimento, gerar insights e ampliar oportunidades de negócios

Autor: Pedro Assis

O B2B está passando por uma transformação silenciosa, mas profunda. Empresas que tradicionalmente se comunicavam de forma fria e funcional, centradas apenas em produtos, funcionalidades e métricas, agora buscam aproximar-se de clientes e parceiros com uma linguagem mais humana, estratégica e relevante, o que vem sendo chamado de B2B “sexy”.

Essa abordagem não se trata apenas de informalidade ou de adotar design atrativo, mas sim de criar relacionamentos sustentáveis, que coloquem o cliente no centro da estratégia, conectando propósito, valor e consistência. Num mercado cada vez mais saturado, em que produtos e serviços tendem a se assemelhar, a decisão de compra deixou de ser determinada exclusivamente por preço ou atributos técnicos. A confiança construída ao longo do tempo, a credibilidade da marca e a experiência do cliente tornaram-se critérios decisivos.

Marcas como a Hub4Pay exemplificam essa mudança, investindo em comunicação que gera acesso direto aos clientes, mantém presença constante e garante recorrência nas interações. O foco não está apenas na venda imediata, mas na construção de vínculos que sustentem o negócio ao longo do tempo. Isso significa que cada ponto de contato, cada comunicação, deve transmitir valor e consistência, reforçando a confiança que o cliente deposita na marca.

Essa transformação reflete uma mudança cultural profunda nas transações corporativas. A competição não se dá mais apenas por preço ou recursos técnicos; ela passa a considerar a experiência, a confiança e o valor percebido em cada interação. Para que o B2B “sexy” funcione de verdade, no entanto, é imprescindível que haja consistência por trás das promessas: produtos e serviços de qualidade continuam sendo a base de qualquer estratégia de relacionamento. Sem isso, qualquer tentativa de humanização será percebida como superficial ou oportunista.

A evolução do papel do cliente corporativo é outro ponto central. Hoje, o cliente do setor empresarial busca mais do que fornecedores: busca parceiros estratégicos capazes de compartilhar conhecimento, gerar insights e ampliar oportunidades de negócios. Nesse cenário, a humanização e a comunicação estratégica deixam de ser meros acessórios e passam a ser pilares centrais da competitividade. A percepção de valor, a transparência e a construção de confiança emergem como elementos essenciais para fidelizar e engajar clientes.

Mais do que uma tendência de marketing, o B2B “sexy” sinaliza uma redefinição completa do modelo de negócios B2B. A capacidade de construir relações duradouras, transmitir credibilidade e oferecer relevância emocional deixou de ser um diferencial opcional; se tornou uma exigência para competir em um mercado cada vez mais exigente e saturado. No fim, o business-to-business moderno é menos sobre funcionalidades e mais sobre relacionamentos estratégicos que constroem valor real e sustentável.

Pedro Assis é fundador e CEO da Walks e CMO as a Service.

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