Eduardo Morelli, sócio e COO da Marisa.Care

O apoio da inteligência artificial na democratização da saúde preventiva

COO da Marisa.Care conta como a healthtech atua com integração de dados, automação e e agentes de IA para melhorar a jornada dos pacientes

Fundada em 2023, a Marisa.Care nasceu de uma experiência pessoal, em que se evidenciou um dos maiores desafios da saúde: as lacunas de cuidado podem levar a diagnósticos tardios e perdas evitáveis. A partir dessa motivação, a healthtech desenvolveu uma plataforma baseada em inteligência artificial capaz de reorganizar a jornada assistencial do paciente. A empresa passou a integrar sistemas legados, automatizar processos e estruturar fluxos com previsibilidade, governança e escala. Presente em grandes redes hospitalares, no SUS e chegando já ao México, a startup vive um crescimento acelerado, consolidando-se como infraestrutura para saúde preventiva, eficiente e centrada no paciente, como detalhou Eduardo Morelli, sócio e COO da Marisa.Care, hoje (21), na 1265ª edição da Série Entrevista ClienteSA.

O executivo começou explicando que a Marisa.Care foi criada como uma healthtech com foco no uso de inteligência artificial para melhorar a jornada assistencial dos pacientes. A ideia nasceu a partir da experiência pessoal do fundador e médico João Vitor Innecco Arêas, que perdeu sua avó, Marisa, por um câncer de mama, que poderia ter sido detectado precocemente com acompanhamento adequado. Essa experiência inspirou a missão da startup de evitar lacunas de cuidado, que levam a diagnósticos tardios e perda de vidas. Com isso em mente, ele desenvolveu uma plataforma que utiliza agentes de IA e ferramentas de Health Risk Assessment (HRA). “Trata-se de um sistema que acompanha o paciente desde a anamnese, que é feita quando o mesmo está em algum estabelecimento de saúde.”

Apesar de ter só três anos, a healthtech já está presente em oito das 10 principais redes hospitalares do País e no SUS, movimento que se iniciou com a introdução do HRA nesses ecossistemas de saúde. “Isso começou a gerar uma série de desafios para os próprios hospitais. Nós, como startup, iniciamos a criar uma série de soluções, entrando no call center e em todas as operações que dependiam basicamente da ação humana, levando-nos a tratar dos dados na integração dos sistemas legados, sendo que a área da saúde ainda está muito atrás nesse aspecto.” Isso levou a um crescimento acelerado da Marisa.Care, de nove meses para cá, saltando de 20 para 100 colaboradores e com escritórios, em São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG) e no México.

O COO detalhou que a healtech funciona como uma infraestrutura que organiza a integração dos fluxos de dados, organizando tudo com uma camada de Agentes de IA que executam as tarefas repetitivas de agendamento, confirmação, orientação de pendências, suporte transacional, assistencial, etc., operando 24 X 7. “Além disso, os agentes mantêm a consistência de linguagem e regras, acionando o fator humano nos casos mais sensíveis que fogem às regras. Isso vira um padrão operacional aplicável por unidade, por especialidade, com métrica e governança.” Para o executivo, esse é o exemplo mais customer centric possível, justamente onde é mais necessário, na saúde, e funcionando em três pilares fundamentais: front office, no HDF (Health Data Fabric) e com uma plataforma assistencial (copilot) para o médico.

Houve tempo para Eduardo responder perguntas da audiência, podendo falar dos principais desafios enfrentados para implantação da jornada do paciente com previsibilidade, governança e escala. Também detalhou como é quebrada a resistência para o avanço da IA no mercado de saúde e explicou como é possível proporcionar personalização clínica com escala, entre outros assuntos. O vídeo, na íntegra, está disponível no nosso canal do YouTube, o ClienteSA Play, junto com as outras 1264 lives realizadas desde março de 2020, em um acervo que já passa de 4 mil vídeos sobre cultura cliente. Aproveite para se inscrever.

A Série Entrevista ClienteSA terá sequência amanhã (21), recebendo Flaviana Sallowicz, superintendente de cobrança de crédito do Banco BV, que falará da evolução da cobrança com tecnologia centrada no ser humano; e, encerrando a semana, o sextou debaterá o tema “Comportamento do consumidor: O que vem por aí em 2026?”, reunindo Emilia Rabello, fundadora e CEO da Nós, Valéria Rodrigues, CEO da Shopper Experience, Gabriel Lescher, diretor de insights para a indústria da NielsenIQ no Brasil, e Tamara Lorenzoni, especialista em gestão de marcas de luxo.

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