O delivery que prospera em 2026 é o que consegue se posicionar funcionando como uma camada essencial para consumo rápido, abastecimento doméstico e rotinas de trabalho
Autor: Ricardo Longa
Depois de anos sendo tratado como uma simples camada logística, o delivery finalmente assume sua verdadeira natureza: um ecossistema. Como tem defendido Diego Barreto, CEO do iFood, o delivery deixou de ser apenas um canal de entrega para se consolidar como uma infraestrutura que molda hábitos de consumo, gera recorrência e cria novas dinâmicas econômicas. Em 2026, não falamos mais de um serviço que leva algo de um ponto ao outro, mas de um ecossistema que conecta conveniência, dados, frequência e novas economias.
A chamada “guerra do delivery”, intensificada agora pela presença de três grandes competidores nacionais, acelerou uma transformação que já estava em curso. A disputa deixou de ser apenas por participação de mercado e passou a ser por relevância no cotidiano das pessoas. Neste cenário, quem opera delivery hoje precisa entender que está disputando tempo, preferência e recorrência na vida do consumidor.
O modelo tradicional, baseado exclusivamente em refeições prontas, já não sustenta o crescimento no ritmo que o mercado exige. O consumidor mudou e ampliou suas expectativas. O que ele deseja agora é um ponto único de conveniência. É daí que nasce o “novo delivery”.
Vemos aplicações se transformando em verdadeiros hubs de serviços, com portfólio cada vez mais diversificado: compras de mercado, farmácia, refeições prontas, itens de última hora, produtos por assinatura, cafés diários entregues diretamente ao cliente, e até formatos inovadores, que conectam produção e demanda de maneira mais inteligente e compartilhada.
Essa expansão não é apenas estratégica, mas inevitável. O delivery que prospera em 2026 é o que consegue se posicionar funcionando como uma camada essencial para consumo rápido, abastecimento doméstico e rotinas de trabalho. Entramos em uma fase em que a plataforma não responde só às necessidades, mas desenha comportamentos.
Estamos deixando para trás o capítulo em que o delivery era visto como comodidade esporádica. Agora, ele se consolida como canal primário de consumo diário. A grande mudança é entender que quem lidera esta nova fase não é quem entrega mais rápido, mas quem constrói ecossistemas mais robustos e integrados.
Se 2025 foi o ano da reorganização operacional, 2026 é o ano da expansão inteligente. Um ano em que eficiência logística será apenas o ponto de partida. O verdadeiro diferencial estará na capacidade de integrar verticalizações, ampliar serviços, criar recorrência e antecipar o que o consumidor vai desejar antes mesmo de verbalizar. Sua empresa está preparada para esta nova era?!
Ricardo Longa é CEO da voa.delivery.




















