Trabalho remoto? 5 dicas da IBM para ser produtivo sem correr riscos

A solução parece óbvia, mas há muitos desafios à vista
Nesta era digital, possibilitada pela computação em nuvem, muito mais pessoas podem trabalhar remotamente com um dispositivo conectado, de onde quer que estejam. Porém, uma força de trabalho dispersa gera vários desafios de gerenciamento de dados e segurança. A IBM listou algumas dicas de segurança digital para funcionários remotos:
 Escolha seu Wi-Fi com cuidado: Os cibercriminosos não encontram dificuldades para se hospedar em redes Wi-Fi públicas e coletar informações como a do seu cartão de crédito ou senha do banco. Até redes legítimas hospedadas por estabelecimentos confiáveis podem estar vulneráveis à espionagem digital. Evite redes públicas e use uma VPN para obter segurança adicional, inclusive em casa, se possível. E se você não precisa de conectividade, desligue o Wi-Fi, Bluetooth e conexão automática a redes dos seus aparelhos.
 Preste atenção aos documentos e redes de impressão compartilhadas: Pedaços de documentos de trabalho ou correspondências podem parecer inúteis e inofensivos, porém criminosos experientes podem reunir muitas informações sobre você. Guarde todos os arquivos impressos até que você possa destruí-los adequadamente. Para arquivos digitais, use as ferramentas aprovadas pela sua empresa para esse fim. Evite usar impressoras públicas ou compartilhadas para imprimir documentos confidenciais.
 Cuide de seus arquivos digitais: Mantenha o sistema operacional do seu computador atualizado com base nas orientações da sua empresa, para que ele tenha as atualizações de segurança mais recentes. E não esqueça de fazer backup de seus arquivos regularmente para que seus dados estejam seguros em caso de erro, perda ou ataque cibernético. Sempre use as ferramentas aprovadas pela sua empresa para essa finalidade, como por exemplo ferramentas em nuvem.
 Proteja-se com senhas: Verifique se seus dispositivos estão seguros usando um PIN ou senha seguros. Além disso, não se esqueça de usar um gerenciador de senhas para garantir que suas senhas sejam únicas e difíceis de adivinhar. Mantenha seus dispositivos sempre protegidos e bloqueados com senhas.
 Cuidado onde clicar: Phishing é uma tentativa fraudulenta de obter informações confidenciais, se fazendo passer por uma entidade ou pessoa. De acordo com o relatório IBM X-Force Threat Intelligence Index 2020, que expõe a evolução das técnicas dos cibercriminosos, o phishing foi um vetor de infecção inicial bem-sucedido em um terço dos incidentes observados em 2019. Empresas de tecnologia, mídias sociais e streaming de conteúdos audiovisuais compõem as 10 principais marcas que os cibercriminosos estão falsificando nas tentativas de phishing.

O Bitcoin tambem foi infectado pelo Coronavírus
Na quarta-feira (11), a Organização Mundial da Saúde (OMS) finalmente classificou o Coronavírus como uma pandemia. Desde então, a evolução no número de infectados e mortes tomou proporções exponenciais. O epicentro da doença migrou da China para a Europa, especialmente para a Itália, cujo número de infectados dobra praticamente a cada três dias. Da vida e da economia reais, os efeitos da pandemia atingiram bolsas de valores e ativos de risco em todo o mundo. Em poucos dias, as principais bolsas registraram quedas de dois dígitos e praticamente anularam todos os ganhos obtidos nos últimos dois anos. O circuit breaker – mecanismo acionado quando a bolsa de valores apresenta fortes quedas – virou uma rotina no mercado. A bolsa brasileira (B3), por exemplo, experimentou nada menos do que dois circuit breakers na quinta-feira (12), a primeira vez na história que as negociações foram interrompidas duas vezes no mesmo dia. E o Bitcoin, que era visto por muitas pessoas como um ativo de proteção para crises financeiras, falhou em seu primeiro teste. Entre os dias 11 e 12 de março, o criptoativo saiu da faixa dos US$8.000,00 e chegou a faixa dos US$4.600,00. Essa forte queda de quase 50% foi a maior queda diária na história do criptoativo desde a sua criação, em 2008.

Pesquisa: 36% dos brasileiros na escala mais elevada de preocupação com a COVID-19
A pandemia do novo coronavírus está gerando preocupação crescente nos brasileiros e 36% da população estão extremamente apreensivos com a doença. Na contramão da inquietação em ascensão, estão 13% das pessoas veem histeria em relação à enfermidade. No total, 85% dos entrevistados se mostram apreensivos e, desse conjunto, o Sudeste representa 29%, seguido pelo Nordeste (23%), Sul (18%), Centro-Oeste (9%) e Norte (6%). As constatações são de o levantamento COVID-19 – Preocupação e Primeiro Impacto nos Hábitos de Consumo dos Brasileiros, realizada HSR Specialist Researchers.
Em uma escala de 1 a 10 na preocupação com o novo coronavírus, o grupo composto pelas pessoas acima de 54 anos demonstram maior ansiedade, com média de 7,2 pontos, seguidos pelas pessoas na faixa entre 25 a 24 anos, com 6 pontos. Na sequência, adolescentes até 15 anos marcaram 5,9 pontos e o conjunto entre 16 e 24 anos vem logo atrás, com 5,8 pontos. A faixa etária de 35 a 54 anos tem as pessoas menos preocupadas, chegando a 4,9 pontos. Na segmentação por gênero, as mulheres se demonstram mais preocupadas, 5,9 pontos, e os homens tiveram, em média, 5,4 pontos na escala. Renda ou faixa etária também não interferem substancialmente na relação entre a percepção de preocupação e histeria.
Com relação a hábitos de consumo, quase um quarto da população (23,4%) já fez compras abastecedoras para estoque de produtos. Além disso, dos 76,6% que ainda não fizeram, 28% têm intenção de adotar essa medida. Como esperado, o produto mais procurado para estocagem foi álcool gel, citado por 24% dos entrevistados. Outros itens bastante mencionados foram arroz (18%), feijão (12%) – sendo que muitos declararam “alimentos” de forma geral (16%) – e produtos de limpeza (7%). Aqueles com intenção de ainda fazer compras abastecedoras apresentam perfil semelhante em relação aos produtos desejados. Esses produtos que se sobressaíram são os que foram noticiados como faltando nas prateleiras, ao longo da semana.
Dois terços dos ouvidos declararam já ter deixado de ir a shoppings ou lojas físicas, com percentual mais elevado entre as mulheres. Ademais, parte significativa dos brasileiros já está adiando alguma decisão grande de compra, pois 29% confirmaram que não pretendem comprar automóvel, residência ou outra aquisição mais significativa. Esse percentual pula para 33% entre os homens. As compras online vêm se consolidando como alternativa nesse momento, sendo que 38% dos pesquisados disseram ter aumentado o uso de aplicativos de comida, com 16% comprando roupas online, o que antes fariam em loja física; 14% compraram produtos de farmácia dessa forma e 12% de supermercado.
O estudo foi realizado em 17 março, com amostra de 889 pessoas ouvidas por meio de painel online, em todo o País. Par ver o estudo completo, clique em https://www.blendnewresearch.com.br/covid1