Boas oportunidades no call center

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Autor: Jarbas Nogueira


O setor de telesserviços continua sendo um dos maiores empregadores do país. Fechou o ano de 2010 com cerca de 1,2 milhão de pessoas trabalhando para as empresas de call center. Um crescimento de 10% sobre 2009, e a mesma margem deve se manter em 2011. Assim, estima-se que aproximadamente 120 mil novos postos de trabalho surgirão durante todo o ano, uma média de 320 novas oportunidades de emprego (com carteira assinada) por dia.


Os jovens, mesmo sem a necessidade de experiência anterior, são os principais beneficiados por essa vasta oferta de empregos. São nas empresas de call center que muitos encontram a primeira oportunidade para ingressar no mercado de trabalho. Além de servir como porta de entrada, as empresas também investem constantemente na formação desses novos profissionais, através de cursos de capacitação. Hoje, jovens de 18 a 24 anos representam quase 50% da mão-de-obra nas empresas de telesserviços.


No entanto, há oportunidades para todas as faixas etárias e também com históricos profissionais variados. Há empresas que necessitam de pessoas mais jovens, outras que precisam de profissionais mais experientes, e outras que trabalham apenas com atendentes bilíngües, por exemplo. E como está em pleno desenvolvimento, muitos apostam no setor para seguir carreira. Há vários casos de profissionais que começaram a trabalhar como teleatendentes e depois prosperaram, passando a cargos superiores.


Para conquistar uma oportunidade nas empresas de call center, exige-se apenas conhecimentos básicos de informática e ter domínio da língua portuguesa. Porém, no último levantamento realizado pela ABT (Associação Brasileira de Telesserviços) para traçar um perfil dos profissionais do setor, pôde-se conferir que do total de teleatendentes, 74% possui o 2º grau completo e 22%, curso superior. 


E ainda que a grande oferta de empregos esteja concentrada especialmente nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro (65%), a região sul já se destaca no cenário nacional pela sua notável participação (5%) e alguns estados da região nordeste também começam a aparecer com mais força. E, para completar o quadro, os principais segmentos de atuação das empresas de call center são financeiros, varejo, telecomunicações, seguros, saúde e gráficas/editoras. Quem quer uma vaga?


Jarbas Nogueira é presidente da ABT (Associação Brasileira de Telesserviços)