Brasileiros querem rapidez no atendimento

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Na percepção dos consumidores brasileiros, as companhias ainda precisam aperfeiçoar os serviços de atendimento aos clientes, garantindo maior agilidade e profissionais mais capacitados nas linhas de frente. É que revela Estudo Global de Satisfação dos Consumidores da Accenture. “São dois fatores principais que ainda incomodam os consumidores: o tempo gasto esperando o atendimento ou para obter as soluções finais e a falta de conhecimento dos atendentes. Reconhecemos os esforços das empresas para melhorar a qualidade, mas os consumidores continuam querendo mais avanços nesses quesitos”, afirmou René Parente, gerente sênior da prática de CRM da Accenture Brasil, durante o Fórum de Excelência em Serviços, promovido pela Amcham-São Paulo.

 

O levantamento da Accenture, segundo Parente, indica os aspectos do atendimento que são mais valorizados pelo clientes no País. O estudo mostra que os consumidores querem redução do tempo de espera; atendimento disponível em horários adequados e em diversos canais; disponibilização de algumas formas de solução sem necessitar de contato direto com atendentes e objetividade das informações enviadas por escrito.

 

Em relação aos atendentes, eles pedem mais conhecimento técnico sobre produtos, serviços e histórico dos clientes e abordagem educada e gentil. Diferentemente de outros anos, a edição atual da pesquisa captou uma mudança no comportamento do consumidor. “Até então, o brasileiro abria a mão da qualidade para ter preços menores, mas com a ascensão das classes, os novos entrantes passaram a exercer uma pressão maior pela excelência e a disposição para pagar um pouco a mais para ter bons serviços”, explicou o gerente da Accenture.

 

A sondagem da Accenture foi realizada em 14 países desenvolvidos e emergentes. Na comparação com os demais países, o Brasil se encontra na média no que diz respeito à qualidade do atendimento, entretanto, o maior desafio está na capacitação da mão de obra. “A formação dos profissionais chama atenção pelo lado negativo”, concluiu Parente.