Call Center terceirizado auxilia Grupo SS na venda de consórcio

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As três empresas do grupo Silvio Santos – SBT, PanAmericano Consórcio Nacional e PanAmericana de Seguros S.A. – firmam parceria e lançam o plano Minha Casa. Trata-se de um consórcio habitacional, cujo objetivo é oferecer imóveis que deverão ser pagos em até 120 parcelas. A comercialização do projeto será pelo call center, com capacidade para atender até nove mil ligações por dia. A estimativa é de reverter 30% destas ligações em vendas.

As três empresas do grupo Silvio Santos – SBT, PanAmericano Consórcio Nacional e PanAmericana de Seguros S.A. – firmam parceria e lançam o plano Minha Casa. Trata-se de um consórcio habitacional, cujo objetivo é oferecer imóveis que deverão ser pagos em até 120 parcelas. A comercialização do projeto será pelo call center do PanAmericano Consórcio – que possui 100 posições de atendimento – junto ao serviço terceirizado da Uranet, empresa de soluções de tecnologia integrada em informática, comunicação e internet.

Com a junção, a capacidade de atendimento será de até nove mil ligações por dia. O serviço inclui também outros produtos do grupo como consórcios de automóveis e o próprio Computador do Milhão, vendido apenas por telefone. “Pelo número de ligações que estão programadas para o plano Minha Casa e pela experiência que tivemos com o PC do Milhão, um projeto inusitado, no qual não conseguimos atender a todas as ligações, é que estamos investindo na ampliação do call center”, revela o gerente geral do consórcio nacional PanAmericano, Tufic Cohen.

Para este projeto, o call center do PanAmericano irá realizar o atendimento ativo, contatando os clientes cadastrados em seu banco de dados. Clientes esses que já adquiriram algum tipo de produto do grupo, seja o Computador do Milhão, consórcio de automóveis, entre outros. O atendimento receptivo fica para a Uranet.

Em relação às ações de marketing, serão utilizadas diversas formas de mídia como jornais, internet, out doors, panfletos e o próprio SBT, que contará com a empatia de artistas como Hebe Camargo, Ratinho, Celso Portiolli e Carlos Alberto de Nóbrega. Com essa iniciativa o projeto visa atingir todos os tipos de público.

O investimento aplicado em mídia, no plano Minha Casa, será de R$ 40 milhões de reais nos dois primeiros anos. No que se refere à tecnologia, nenhuma meta está traçada. “Até 31 de março estaremos revendo nossas posições e pode ser que tenhamos um investimento de até R$ 3 milhões em tecnologia para a ampliação do nosso call center, ou pode ser que continuemos a terceirizar o serviço. Tudo depende de como o mercado irá se comportar”, explica o diretor do consórcio e seguros PanAmericano, Maurício Bonafonti.

O Grupo Silvio Santos, que já possui 40 anos de experiência em administrar poupança popular por meio do Baú da Felicidade, espera vender R$ 50 milhões por mês entre todos seus produtos. A expectativa gerada pelo consórcio habitacional gira em torno de R$ 26 milhões.

Diferente do plano Computador do Milhão, o telefone não será o único meio de distribuiçãodeste projeto, serão ao todo sete canais, envolvendo mais de cinco mil pessoas. São eles: o call center, com capacidade para atender nove mil ligações através do telefone 0300 789 8000; telemarketing interno, que oferecerá o produto aos clientes do Panamericano; mais de mil agentes comerciais, que trabalham com o consórcio nacional Panamericano; 81 lojas de crédito do Panamericano, espalhadas pelo Brasil; corretores de imóveis; corretores de seguros; e o site www.panamericano.com.br.

Com estes recursos, a empresa visa, até o final do ano, estar entre os dois maiores consórcios de imóveis do País, aumentando substancialmente sua clientela. E, a fim de conhecer melhor seus clientes, o PanAmericano inicia a realização de um projeto de CRM, que deverá atingir todas as empresas do grupo.

Para a diretora de marketing do banco PanAmericano, Magui Malta, a idéia é tratar os consumidores como clientes únicos, desenvolvendo tratamento personalizado utilizando o marketing one-to-one. “Nos casos em que os serviços são terceirizados, não conhecemos nossos compradores”, afirma Magui. “É por isso que queremos ter um CRM único e trabalhar esse cliente para estreitar nosso relacionamento com ele. O trabalho já está em andamento e o suporte será prestado pela IBM”, conta.