Como anda a qualidade da sua voz?

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Falar em alta intensidade, usar fortemente a voz, falar quase até o “final do ar do pulmão”, beber pouca água e usar a voz em ambientes com muito ruído são alguns dos fatores que podem acarretar alterações na voz. Isso porque a falta de cuidado com as cordas vocais, como popularmente são chamadas as pregas vocais, geralmente interfere na qualidade da voz e pode provocar limitações. A fonoaudióloga Marta Assumpção de Andrada e Silva, professora da área de voz do curso de graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, alerta que os fatores citados, somados a outras causas, podem levar a uma rouquidão, cansaço ao falar ou “ar na voz”. Esses sintomas não são normais, por isso devem ser diagnosticados e tratados.
“Entre os problemas mais comuns nas pregas vocais estão os nódulos vocais, popularmente conhecidos por ´calos´, os pólipos e a fenda, que é um espaço entre as pregas vocais. Essas alterações normalmente vêm acompanhadas de sintomas como rouquidão, soprosidade (“ar” na voz) e fadiga ao falar. Se uma pessoa observa qualquer um desses sintomas por mais de 10 dias, o ideal é procurar um médico otorrinolaringologista ou um fonoaudiólogo para realizar uma avaliação. Vale lembrar que a ansiedade e/ou o estresse, muito comuns na sociedade atual, podem afetar a saúde vocal, uma vez que esses estados interferem diretamente no padrão respiratório, na articulação e consequentemente na voz”, comenta a professora Marta.
Para manter a saúde vocal e evitar futuros problemas nas pregas vocais, a especialista indica alguns cuidados:
Beber bastante água: procurar beber água em pequenos goles. Esse deve ser um hábito de quem trabalha e depende da voz para isso. A fonoaudióloga indica que atores, professores, cantores e teleoperadores, principalmente, devem sempre carregar uma garrafa e fazer pausas na fala para beber água.
Manter uma alimentação saudável: manter uma alimentação equilibrada, respeitar os horários das refeições, os tipos de alimentos e mastigá-los bem. A professora ressalta que grandes intervalos entre as refeições podem provocar o refluxo laringofaríngeo e isso prejudicar as cordas vocais.
Praticar atividades físicas: manter uma rotina de exercícios físicos é essencial para o  condicionamento cardiorrespiratório e assim o  indivíduo terá mais disposição, possivelmente com melhora  da respiração, da qualidade do sono, diminuição do estresse, entre outros benefícios.
Evitar usar a voz em volume elevado: evitar usar volume de voz elevado sem necessidade, se estiver em um ambiente ruidoso ou se precisar gritar procure projetar a voz, use o apoio respiratório e articule (abra a boca).
Sono equilibrado: dormir pouco ou ter um sono de má qualidade afeta a voz, isso porque quando a pessoa não descansa o suficiente, não tem um sono reparador sua corda vocal irá ficar “pesada”  e a voz nesse caso mais grave e com pouca projeção.

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