Cuidado com o que fala!

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Uma das coisas mais desagradáveis em uma conversa é sentir-se um peixe fora d´água, não é mesmo? De acordo com Marcele Goes, consultora de imagem pessoal e corporativa da Estilo Sob Medida e membro da Associação Internacional de Consultoria de Imagem (AICI), quando se interage socialmente e profissionalmente, é importante estar atualizado acerca de termos e assuntos pertinentes ao meio no qual está inserido.

 

Outro ponto importante são as expressões específicas, que nem todo mundo é obrigado a conhecer. “Pensando nessas diferenças de repertório pessoal é que se deve buscar ser o mais didático e objetivo possível, principalmente quando se fala sobre relações profissionais com pessoas da própria empresa, fornecedores ou clientes”, afirma a especialista, que dá algumas dicas.

 

Palavras estrangeiras: evite usar termos gerais em outras línguas, principalmente quando houver equivalente em português. Exemplos: petit comité, hors concours, deadline, budget, briefing etc.

 

Termos específicos: palavras específicas de determinadas profissões não devem ser adotadas no discurso, sobretudo quando estiver falando com alguém que não é da área.

 

Evite gírias: elas estão absolutamente vetadas. “Isso não significa que você precise ser extremamente formal, somente deve abolir certos jargões”, recomenda Marcele.

 

Intimidade em demasia: não chame as pessoas de nomes que demonstram intimidade inadequada para o tipo de relacionamento como “querida/o”, “gata/o”, “amiga/o”, “flor”.

 

Erro de português alheio: evite correções de termos em português na frente dos outros. Se necessário, faça-o de maneira reservada ou simplesmente apresente a mesma palavra utilizada da maneira correta.

 

Cautela nos elogios: não use expressões de sentido ambíguo ou que possam insinuar qualquer tipo de aproximação pessoal inadequada. Nesse sentido, também, cuidado com elogios que possam ser entendidos de maneira errada.

 

Certas conclusões devem ser guardadas para si: é extremamente desagradável fazer colocações do tipo “fulana dormiu com o chefe” (para justificar alguma promoção), “cicrano vai ter de abrir as pernas” (dizendo que ele deverá ceder na negociação) e assim por diante. “São expressões tenebrosas e que muitas pessoas têm coragem de falar normalmente”, conclui a consultora.