E agora, o que muda?

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A Atento é uma das líderes do mercado brasileiro de call center e acaba de ser adquirida pelo private equity norte-americano Bain Capital por US$ 1,3 bilhão. O negócio firmado pela Telefónica deixou o mercado ansioso para conhecer os novos rumos que podem ser traçados para o setor. “A Atento é uma empresa profissional e acredito que a mudança de acionista controlador deve alterar pouca coisa na condução dos negócios, mas obviamente precisamos aguardar para ver o direcionamento estratégico que será dado pelo fundo”, avalia o presidente do conselho da Associação Brasileira de Telesserviços e também presidente e fundador da Flex, Topázio Siqueira Neto, em entrevista exclusiva ao Callcenter.inf.br.
A negociação fechada no dia 12 de outubro ainda inclui um acordo de garantia de prestação de serviços da Atento para a Telefónica, com duração de nove anos. Além disso, o valor total inclui as dívidas da companhia de call center, estimadas em 175 milhões de euros. Para o especialista, não existe um reflexo em cadeia que possa ser causado pela transação, no entanto, somente o passar do tempo mostrará os novos direcionamentos da companhia.
No momento, o mercado brasileiro analisa os efeitos que a operação pode trazer em curto e longo prazo, principalmente por se tratar de um investimento vindo de capital externo. “Acredito que a empresa foi vendida por uma estratégia do antigo controlador e foi comprada pelo Bain Capital em função da sua carteira de clientes e da qualidade dos seus profissionais e dirigentes”, opina Topázio.
Patrocinadora do Prêmio Nacional de Telesserviços promovido pela ABT, a Atendo deve continuar apoiando a associação e o setor de contact center com a mesma intensidade que sempre teve, segundo o executivo. “A compra deve mudar pouca coisa para o tomador de serviços, tendo em vista a alta qualidade que já é oferecida. A operação é boa para a empresa e para todos os envolvidos com telesserviços”, conclui.