e-Consulting anuncia receita média por usuários de celulares

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A e-Consulting, Boutique Digital de Conhecimento, que cria, desenvolve e implementa estratégias competitivas e serviços para grandes corporações, anuncia Receita Média Por Usuários (ARPU – Average Revenue Per User) no país. De 1999 a 2003, a receita média do brasileiro vem apresentando queda de 41,9%. Em dezembro de 1999, o ARPU dos celulares operantes no Brasil era de R$ 62,00/mês. O SRC – Strategy Research Center da e-Consulting estima que esse valor chegará a cerca de R$ 36,00/mês em 2004.
“Essa redução é reflexo do crescimento do número de celulares pré-pagos no período pós-privatização, que aumentaram de 42% para mais de 74% do total de aparelhos ativos, passando de 15 milhões de unidades, em 1999, para 42 milhões, em 2003”, informa Daniel Domeneghetti, diretor de Estratégia e Conhecimento da E-Consulting e vice-presidente de Conhecimento e Métricas da Camara-e.net.
Para Domeneghetti, as operadoras terão oportunidades para aumentar a Receita Média Por Usuários por meio do desenvolvimento de novos serviços que possam estimular o incremento do tráfego na rede; promoção da interoperabilidade entre operadoras distintas para cobertura fim-a-fim dos serviços de dados; incentivo do uso de roaming de dados e voz com interface user-friendly e funcionalidades padronizadas; e migração de clientes do plano pré-pago ao pós-pago.
Com relação a concorrência entre operadoras, na opinião de Domeneghetti, para as companhias que já estavam no mercado, o efeito primário da concorrência foi a perda de clientes. Para as operadoras entrantes, a estratégia de conquista de mercado provocará uma queda da Receita Média Por Usuários e, conseqüentemente, a margem de contribuição por cliente será menor.
“Nesse contexto de concorrência agressiva, os clientes corporativos e de alto tráfego serão disputados de modo ferrenho entre as operadoras. Além disso, o lucro das companhias tende a diminuir, porque os novos usuários não cobrem seu custo de aquisição no curto prazo (o break-even é de cerca de 18 meses), levando as operadoras a ter de incrementar a sua Receita Média Por Usuários via serviços de valor agregado, m-commerce e campanhas de cross-sell, por exemplo”, analisa Domeneghetti.
Para os próximos dois anos, Domeneghetti aponta algumas tendências para o segmento de Telecomunicações no país. “Assistiremos à guerra de preços iniciada pelos novos entrantes (TIM e Claro) por usuários individuais de alto tráfego e clientes corporativos; aumento dos usuários de baixo tráfego e jovens (principalmente no setor pré-pago); e incremento dos investimentos em campanhas de marketing para aquisição e retenção de clientes”, relaciona.