Empresas criam selos de qualidade em serviços de telecom

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Após experimentar o crescimento provocado pelo cenário pós-privatização, os fornecedores do segmento de telecomunicações estão investindo numa nova tática para manter a competitividade e não perder mercado: os selos de qualidade com marca própria. São selos criados com o objetivo de garantir a melhoraria dos serviços oferecidos por representantes autorizados de grandes companhias como Cisco, Telefônica Empresa, CPM e Damovo.


A constatação é da Telecon, centro de formação de mão-de-obra especializada nesse setor. “Essas empresas estão criando suas certificações porque a qualidade do serviço oferecido passou a ser o fator-chave de sucesso daqui para frente”, explica o diretor-geral da Telecon, Flávio Murollo. O executivo afirma ainda que o programa com selo de qualidade faz parte da estratégia de marketing para conquistar o usuário final. Entretanto, ele observa que os critérios de qualificação exigem que, em primeiro lugar, a integradora ou provedor de serviços aumente o número de profissionais com uma ou mais certificações.


As regras variam de uma corporação para outra. No caso da Cisco, por exemplo, um Gold Partner (certificação máxima) precisa ter pelo menos quatro técnicos com título CCNA (Cisco Certified Network Associate), além de outras certificações CCE (Cisco Carreer Engeering). Outros integradores e provedores de serviços de internet e rede com planos para lançar seus próprios selos de qualidade também estão preparando batalhões de técnicos e engenheiros de parceiros credenciados. É o caso da Telefônica Empresa, da CPM e da Damovo, que já estão treinando o seu pessoal em parceria com a Telecon.


Segundo Murollo, a exigência das empresas na hora da certificação não só implica na quantidade de mão-de-obra especializada, como na qualidade. “Para obter homologação, o profissional precisa atingir de 70% a 85% de aproveitamento nas avaliações teóricas e práticas, que consistem em instalação e configuração de equipamentos”, conclui. Além disso, os profissionais precisam ser reciclados pelo menos uma vez por ano.


Apesar da certificação ser uma tendência, o executivo ressalta que a griffe em si não garante resultado imediato. “O reconhecimento da marca leva pelo menos dois anos. Durante esse tempo, as empresas precisam comprovar que realmente contam com profissionais aptos a resolver qualquer tipo de gargalo de forma rápida e eficiente, para que o selo seja, de fato, associado à qualidade”.