Equilíbrio mental dos colaboradores é o principal desafio do RH

Pesquisa indica que mais de 66% das empresas estão preocupadas com a gestão do bem-estar

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Pesquisa indica que mais de 66% das empresas estão preocupadas com a gestão do bem-estar
Pesquisa indica que mais de 66% das empresas estão preocupadas com a gestão do bem-estar

Como lidar com os impactos emocionais causados pela pandemia em seus colaboradores. Esse foi o tema apontado em pesquisa realizada pelo HUBRH+ABPRH como prioritário e de maior interesse quando o assunto é Saúde Corporativa.  A identidade ouviu, em junho deste ano, profissionais de recursos humanos de grandes empresas (com mais de 500 funcionários) com o intuito de endereçar suas principais necessidades no que diz respeito ao aprimoramento de conhecimento como ferramenta estratégica. 

De acordo com o levantamento, 66,3% dos entrevistados apontaram a gestão do bem-estar e da saúde mental dos colaboradores como o maior dos desafios a serem enfrentados. No início da pandemia, a principal dificuldade estava em engajar os colaboradores, mantê-los saudáveis, tanto do ponto de vista físico, como mentalmente, em um cenário totalmente desconhecido e adverso. “Atualmente, mesmo com o termo ‘novo normal’  não fazendo mais sentido, o tema continua sendo pauta e muito real no cotidiano dos RHs”, comentou Tania Machado, presidente do HUBRH+ABPRH.

No Brasil, o cenário exige atenção redobrada, ressaltou ela, citando pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, segundo a qual a ansiedade é o transtorno mais comum entre os brasileiros durante a pandemia: 86,5% dos participantes deste estudo admitiram estar mais ansiosos, o que vai muito em linha ao que revelou a pesquisa do HUBRH+ABPRH. “A possível volta para o escritório, o luto experimentado por alguns colaboradores que perderam seus familiares, as sequelas deixadas para quem ficou com COVID19, absenteísmo, sinistralidade e as incertezas que seguem com relação ao controle da doença são pontos que tiram o sono de quem está responsável pela gestão de pessoas nas organizações”. 

A cultura e o trabalho remoto
Na avaliação da executiva, “não há mais dúvidas de que os desgastes emocionais estão no centro dos debates de toda a sociedade. E nas organizações, essa preocupação, mais que necessária, está sob os cuidados do RH, que precisa olhar para inteligência emocional e do bem-estar como um dos pilares da experiência do colaborador. Além de garantir um retorno seguro, eficiente e sem neuras”.

A sondagem da entidade também revelou que, quando questionados diretamente sobre quais os temas que gostariam de ter mais acesso às informações de qualidade, 50,6% apontaram a cultura organizacional em tempos de trabalho remoto e 48,1% o papel do profissional de RH no futuro do trabalho. “Temos claro o nosso papel no ecossistema de  ajudar os profissionais de recursos humanos e lideranças  a endereçar os desafios e a traçar suas estratégias para um futuro próximo. Sempre pensando em uma nova realidade e trazendo informações necessárias sobre o tema e ressignificando o alto desempenho, não só com entregas rápidas e de qualidade, mas com bem-estar, qualidade de vida preservando o emocional. Por isso, é importante entender as necessidades desses profissionais nesse cenário de alta criticidade. Isso ajuda não só a eles, como a outros elos dessa cadeia que precisam interagir com esses profissionais e ofertar recursos, serviços e informação. Não é possível fazer isso sem saber o que os RHs querem ouvir”, finalizou a presidente.