Por que a Altitude Software está se reestruturando?

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Elaine Cristina Sanches Ferreira, que acaba de assumir a operação da América Latina da Altitude Software como diretora geral, tem um grande desafio. Seu business plan contempla crescimento da operação brasileira em 30% e, na América Latina, 80% – excluindo o Brasil. Como fazer isso? A resposta de Elaine é apoiar os parceiros estratégicos – os parceiros globais para a região são Soluziona, SchlumbergScema e Siemens, além de parceiros locais – e apostar em uma postura agressiva, uma vez que ela identifica a necessidade das operações de atendimento a clientes estarem precisando de melhorias, inovações.

“Temos muito espaço para crescer nos países fora do Brasil”, comenta Elaine, o que a faz crer que as metas são factíveis. De acordo com ela, das 60 mil posições de atendimento que usam soluções Altitude no mundo, 20 mil estão na América Latina, das quais 18 mil apenas no Brasil. Dentro da reestruturação da corporação, com os novos investidores, o escritório do Brasil – menor apenas que a matriz – passa a responder pela operação da região, técnica e comercial, marcando o encerramento da filial de Miami.

A grande virada da empresa, de acordo com Elaine, começou em setembro do ano passado com o lançamento da solução de contact center multicanais. Agora, a empresa prepara outra grande novidade. Vai lançar em junho a versão 7.1 de seu pacote de soluções para contact center com grande apelo estratégico – ela vai agregar a gestão virtual de sites. “Nossa estratégia é mostrar que estamos sempre à frente”, justifica a executiva. Ela se apoio em um estudo do Gartner que mostra que o mercado vai passar a buscar mais fortemente estas soluções apenas em 2005.

O que atraiu os novos sócios, de acordo com Elaine, foi a carteira da empresa, formando uma base instalada de clientes “fiéis”, justifica. “A proposta dos investidores é dar fôlego financeiro à empresa e à área de pesquisa e desenvolvimento, investindo na modernização de nossas soluções”, salienta.