Sem espaço para QI

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As pesquisas do Great Place to Work vêm mostrando, ao longo dos anos, que o principal motivo de permanência dos funcionários nas consideradas Melhores Empresas para Trabalhar são as oportunidades de crescimento e desenvolvimento profissional. Porém, isso só dá realmente resultados se tiver uma política baseada na meritocracia e não mais na base do QI, “quem indica”. “Em um mercado cada vez mais competitivo, não há mais espaço para o preenchimento dos cargos das organizações com base no parentesco, na amizade, por questões políticas ou por qualquer razão que não seja a entrega dos melhores resultados, almejando sempre o sucesso da organização”, afirma Bruno Mendonça, gerente da área de conteúdo do Great Place to Work Brasil. Em entrevista exclusiva ao portal Callcenter.inf.br, o executivo fala sobre o uso da meritocracia e como ela pode auxiliar na busca por resultados.
Callcenter.inf.br – Qual a importância de ter uma política de meritocracia?
Mendonça: Privilegia realmente os melhores funcionários, as pessoas que apresentam os melhores desempenhos. Em um mercado cada vez mais competitivo, não há mais espaço para o preenchimento dos cargos das organizações com base no parentesco, na amizade, por questões políticas ou por qualquer razão que não seja a entrega dos melhores resultados, almejando sempre o sucesso da organização. Há uma tendência cada vez maior nas organizações em busca de uma cultura de resultados, e isso só é possível com uma política baseada na meritocracia.
Como deve ser desenvolvida para que dê resultado?
Não há um padrão definido para o desenvolvimento dessas políticas, que atenda organizações que são tão diferentes entre si. Cada uma desenvolve essas políticas levando em conta a sua missão, a sua visão, os seus valores e as suas metas de negócio. No entanto, independente das diferenças, uma política meritocrática só pode ser considerada como tal se apresentar duas características: envolvimento de todos os funcionários nas políticas de recrutamento interno, promoção e sucessão de cargos de liderança, com comunicação clara e aberta sobre seus critérios; e imparcialidade total nos processos, que leve em conta apenas os resultados apresentados pelas pessoas, dentro das metas estabelecidas pela organização.
Como envolver todos os colaboradores?
O envolvimento depende de uma comunicação muito bem feita, que consiga atingir de forma eficaz todos os níveis da empresa e que seja bem clara com relação aos seus critérios. Todos querem saber as regras do jogo antes de ele começar.
Quais os riscos de um programa de meritocracia malfeito?
Se as oportunidades de crescimento e desenvolvimento são os principais atrativos no mercado de trabalho, políticas que sejam falhas na seleção interna e promoção de funcionários baseadas no mérito podem gerar a falta de confiança dos funcionários; nos seus gestores próximos, nas altas lideranças e em todas as políticas que envolvam o recrutamento interno e a sucessão de cargos de liderança. Em consequência vem a falta de comprometimento e engajamento dos funcionários, a queda de produtividade e resultados de negócio aquém do esperado.

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