Sem privilégios, apenas mérito

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Em um cenário onde o colaborador precisa se sentir parte da empresa, é fundamental colocar o mérito como principal instrumento para valorização do profissional, seja por meio de promoção ou recompensa financeira. Só assim, ele irá confiar no gestor e estará motivado para fazer o melhor. “Uma das coisas que pessoas esperam são regras claras para promoção. Quando elas não existem o rádio peão sempre vai circular histórias como fulano ou ciclana foram promovidos por serem os queridinhos do chefe. Outra coisa importante é ter critérios transparentes e disseminados para premiações e bonificação”, comenta Jimmy Cygler, presidente da Proxis Contact Center.
Ele faz questão de destacar que política de meritocracia deve estar ligada à cultura e valores da empresa. “Se pessoas não são reconhecidas pelo que entregam, ou são promovidas por quaisquer motivos que não sejam por resultados, não adianta ter política”, aponta o presidente da Proxis, reforçando que do contrário corre-se o risco de cair no descrédito e deboche, “algo difícil de erradicar e que pode levar anos para reconstruir”.
Entregando isso, o programa de meritocracia anda por si só, segundo o executivo, com as pessoas adquirindo confiança ao longo do tempo, sabendo que se forem comprometidos com a empresa e seu sucesso, na hora certa serão reconhecidos e recompensados. “O que é justo não precisa ser vendido.” Porém, ele faz uma ressalva com relação à nova geração, que quer ser contratada às 8 horas da manhã, quer virar gerente às 10 e diretor depois do almoço. “Muitos deles são talentosos, mas é necessária uma gestão adequada e moderna, para não perdê-los”, afirma. O executivo também lembra que, como um contact center possui cerca de 85% dos colaboradores na linha de frente, na qual os espaços para promoção imediata são limitados, a saída é ter incentivos mais diretos, premiando o cumprimento de indicadores como assiduidade, aderência às regras, produtividade etc.