Vantajoso, mas não tão simples

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Nos últimos anos, acompanhando o próprio crescimento das redes sociais, o mercado de modo geral vem investindo cada vez mais nesse canal para o processo de recrutamento e seleção. O setor de contact center não é diferente. “O uso desses canais já faz parte das práticas dos departamentos de RH das empresas de algum tempo para cá”, conta Ana Claudia Witch, gerente regional da Randstad Contact Center.
Ela conta que o uso se dá principalmente na etapa de busca. E nessa fase um dos cuidados que se deve ter, segundo Ana Claudia, é com a veracidade das informações sobre o candidato, já que é muito comum os usuários não refletirem os dados reais na rede. Além disso, corre-se o risco de ter dados desatualizados. “Pessoas que mudam de trabalho e não alteram no perfil da rede social ou até mesmo não acrescentam informações, como novos cursos”, comenta.
Outro risco é não atingir o público no perfil desejado. Para isso, a gerente regional conta que a Randstad Contact Center faz uso da página da empresa e divulgações das vagas em grupos específicos, focados nas funções disponíveis. A executiva acrescenta ainda que, para ter um processo de R&S de contact center mais assertivo, é fundamental a entrevista telefônica antes de convocá-los para que possa ser avaliada a dicção, fluência e abordagem. “As redes sociais são apenas uma ferramenta, em um processo que exige o contato telefônico ou pessoal com o candidato.”
Ainda assim, as vantagens são inúmeras: rapidez na busca; agilidade no contato com o profissional; informações diversificadas sobre o candidato. Ela aponta que como elas abrangem um público bem grande possuem um alcance muito amplo. “Além disso, As redes sociais servem ainda para avaliar a maneira como o candidato se comunica, principalmente nos cargos de gestão”, pontua Ana Claudia.