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Você tem tempo para o tempo?

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Autor: Edilson Menezes
As pessoas te perguntam:
– Você tem um tempinho para conversarmos?

– Quando você tiver um tempo, podemos fazer uma reunião?
Vivemos de acordo com o tempo, que é exato no relógio, mas individual para as escolhas. Temos o desafio de tomar decisões duradouras para o que nos felicita, imediatas para resolver o que nos entristece, atemporais para o amor, pontuais para o trabalho e preventivas para a saúde.
E o que é o tempo, senão um mestre que ensina por meio do silêncio e, mesmo calado, muda radicalmente nossas vidas?
Na vastidão de seus recursos, caprichoso, o tempo não precisa fazer nada de positivo ou negativo. Ele simplesmente passa por nossas vidas distribuindo circunstâncias originalmente neutras. Nós as transformamos em algo positivo ou negativo.
As pessoas se preparam para aquele que consideram o melhor emprego do mundo, o trabalho que de fato lhes permite a felicidade. Ocorre que a vida só apresenta e permite o encontro deste trabalho se a pessoa já estiver pronta em todos os aspectos.
Carla tem o sonho de ser escritora. Está completando 20 anos. Ama a arte de escrever e até mesmo um pouquinho envergonhada, admite que não tem o hábito de ler. Enquanto isso, atua como secretária.
Gabriel alimenta o sonho de abrir a própria empresa. É apenas 4 anos mais velho que Carla. Começou a trabalhar aos 16 e nestes 8 anos, nunca teve o hábito de poupar e tampouco fez cursos que lhe dessem noções básicas da vida empresarial.Atua como vendedor no ramo de confecções.
Certo dia, numa baladinha, os dois são apresentados. A atração é imediata e de tanto que se gostam, decidem começar um namoro. Nasce um grande amor. Um ano depois, optam pelo casamento. Enfrentam as críticas das famílias e a opinião dos mais velhos sobre a precocidade da decisão. Mesmo assim, seguem firmes e vão viver o sonho da vida a dois.
Sem que pudessem ou quisessem saber, Carla e Gabriel engrossavam a fila de pessoas que vivem na seguinte situação:
Quando entra em cena a vida conjugal, saem de cena muitos sonhos que alimentávamos.
Antes que me chamem de profeta do caos ou sugiram que estou atacando o casamento, já evidencio que não se trata disso. Sou casado e favorável ao casamento, mas a reflexão sobre o amor de nossos protagonistas é outra:
As pessoas não deixam de sonhar porque se casaram. Muitas vezes, elas não têm dinheiro para viver os sonhos e como já não sabiam administrá-lo quando solteiras, depois que se casam apenas duplicam a falta de habilidade.
No ano seguinte, o casal fica grávido. A vida que já era financeiramente difícil para dois jovens em início de carreira fica ainda mais cara. Orgulhosos e cheios de personalidade, definem que não pedirão ajuda financeira aos pais e combinam que quando estes perguntarem como andam as coisas, é sempre para dizerem que está tudo tranquilo.
O casal constata que precisa de mais dinheiro. Gabriel faz horas extras e pede para trabalhar até mesmo nos dias de folga. Carla, agora de licença-maternidade, começa a fazer bolo para complementar a renda e Gabriel o vende na loja. O bolo não é lá estas coisas, mas os amigos compram para dar uma força, pois sabem que a vida de Gabriel não está fácil.
Até aqui, dois mestres, o tempo e a vida, ainda não permitiram que Carla se tornasse escritora ou que Gabriel montasse o próprio negócio.
Como eu disse, o tempo é silencioso. Se tivesse voz, 10 anos depois da gravidez, diria:
– Carla, eu não concedi a carreira que você tanto sonhou porque sonhar não basta. Eu precisava te apresentar uma lição. Como mãe, você foi muito além do sonho. Estou orgulhoso de seus esforços. Não sabia nem trocar fraldas, mas pesquisou na internet, leu, assistiu aos vídeos e pediu ajuda para outras mães. Se você tiver a mesma garra para tornar-se escritora, eu te dou o sonho. Escute e leia outros escritores, pesquise e desenvolva o seu talento. Antes disso, nada poderei fazer.
Gabriel também receberia um feedback do tempo.
– Gabriel, eu não ajudei a Carla porque ainda não estava amadurecida. Da mesma maneira, você precisava viver o impacto de ser pai para descobrir, através da necessidade, que poderia vender muito mais. Repare que após o nascimento da criança, suas vendas triplicaram, porque você precisava do dinheiro. Agora já sabe que não basta sonhar. Para ser empresário e manter o negócio prosperando, vai dar o máximo de si e não apenas quando estiver disposto, mas todo dia. Vai ter que aprender a controlar o que ganha e reinvestir na empresa. Se eu tivesse lhe dado este sonho antes, você quebraria e talvez deixasse o bem mais precioso de sua vida passando necessidade. Agora você já está pronto. Prepare-se, vou realizar o seu sonho!
Uma criança mudou a vida de Carla e Gabriel. Mas, deixando de lado a história de nosso casal herói, meus amigos, tenho uma reflexão final:
Já que o tempo será eternamente silencioso, você pode desenvolver a habilidade de identificar o que ele reserva todo dia e amadurecer sempre, porque você é um fruto selecionado pelo universo. É ímpar. Em todo o mundo, só há uma pessoa que pensa e age como você. Compreenda isso antes que descubra uma quase inevitável consequência…
Os ponteiros do relógio são impiedosos com aqueles que passam pela vida cheia de sonhos e deixam-na vazios de realização.
A escolha, como sempre, é apenas sua!
Edilson Menezes é treinador comportamental e consultor literário. Atua nas áreas de vendas, motivação, liderança e coesão de equipes. ([email protected])
Nota autoral: os personagens são fictícios, criados para reforçar os argumentos.

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