Beauty tech gerando alta conexão com todo ecossistema

CEO da B4A descreve as características de uma plataforma que pretende democratizar o mercado de beleza

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Jan Riehle, CEO e fundador da B4A
Jan Riehle, CEO e fundador da B4A

Ao conectar tecnologicamente e gerar benefícios para consumidores finais, marcas de beleza e influenciadores digitais, a B4A vem inovando para buscar a democratização de um segmento que chega a ofertar mais de 100 mil itens ao mercado. Fundada após adquirir a Glambox e a Men’s Market, a plataforma da startup vai além do clube de assinatura e de um e-commerce, ao possuir um sistema de dados que alimenta o fluxo de informações às marcas e um outro que monetiza os influenciadores da internet. Com isso, ela vem registrando um crescimento exponencial no faturamento, em apenas três anos, também com a geração de muito conteúdo que orienta o consumo. Os detalhes da tecnologia e do modelo de negócio foram compartilhados, hoje (15), por Jan Riehle, CEO e fundador da B4A, na 306ª live da série de entrevistas dos portais ClienteSA e Callcenter.inf.

Alemão de nascimento, mas com uma vivência internacional significativa por questões de estudo e trabalho, Riehle chegou ao Brasil há 10 anos. Sua vinda ao país era para cumprir a missão de um fundo de venture capital da Suíça no sentido de comprar, desenvolver e vender empresas. Entretanto, ao verificar o potencial de negócios do mundo digital nos mercados brasileiros, se decidiu pelo voo próprio. Depois de ter uma startup dentro do mercado de social commerce B2B e em várias atividades dentro do universo on-line, o executivo disse haver cumprido uma trajetória de grande aprendizado na digitalização de negócios em bens de consumo até que chegou à percepção sobre a resiliência do mercado de produtos de beleza em meio a crises e transições. Ao mesmo tempo, notou o quanto é, ainda, menos desenvolvido digitalmente na comparação com outros países. “Trata-se de um segmento pulverizado em mais de duas mil marcas que oferecem um sortimento de mais de 100 mil itens aos consumidores. Ou seja, um universo em que a escolha do que comprar não é fácil e onde as necessidades são muito particulares.”

Ao detectar, há quatro anos, diante desse quadro, a existência de apenas três players desse mercado no universo virtual e a força adquirida, no país, pelos influenciadores digitais, notadamente no mercado de beleza, surgiu a ideia de uma plataforma digital com sinergia para ganhos a três partes: consumidores finais, marcas de beleza e influenciadores. Ao conseguir, de acordo com o CEO, então, desenvolver uma tecnologia capaz de conectar essas três vertentes, com benefícios para todos, surgiu a B4A (sigla para Beauty for All), com o objetivo de democratizar o consumo no segmento.

“O conceito de beleza é bem mais importante do que parece, pois tem muito a ver com autoestima e autoconfiança. Portanto, ao permitir um acesso maior a esses bens de consumo, estamos atuando com impacto social positivo também.”

Entra nesse propósito, de acordo com Riehle, a questão da educação, razão pela qual, no site da empresa, além de facilitar a conexão com as marcas, há muito conteúdo, de forma que pessoas de qualquer classe social entendam mais do assunto e possam usufruir desses fatores positivos. “Isso é o que nos faz acordar pela manhã para vir ao trabalho”, assegurou o empresário.

Para alavancar a plataforma no mercado, a B4A adquiriu dois dos três players do mercado: a Glambox e a Men’s Market. Chamada de B4A Connect, a plataforma é dividida em três verticais: e-commerce, que viabiliza tanto o consumo de experiência quanto o recorrente pelas assinaturas; a de data connect, que alimenta os compradores e os parceiros sobre as tendências de mercado; e a de community connect, trazendo ao negócio os influenciadores da internet que obtém porcentagens nas vendas.

Indagado se este último recurso não limitaria o público da empresa aos da geração millennial e geração Z, Jean respondeu que esse, talvez, seja o principal target da startup, acrescentando que as circunstâncias da pandemia continuam levando cada vez mais pessoas para o consumo on-line. “Uma tendência que só cresce. E o que fazemos é justamente oferecer ferramentas para viabilizar essa nova forma de as pessoas conhecerem mais os produtos e se relacionarem com as marcas.” O desenvolvimento tecnológico de uma plataforma com muitas funcionalidades e a aquisição das duas empresas, justamente a segunda e a terceira maiores do setor, permitiram à B4A ganhar escala de forma rápida. Em apenas três anos, o faturamento já alcança a casa dos R$ 70 milhões e, na visão do executivo, com enorme espaço para crescer, em função do diferencial da ideia e do potencial apresentado pelo segmento em todo o mundo.

O vídeo com o bate-papo na íntegra está disponível em nosso canal no Youtube, o ClienteSA Play, junto com as outras 305 lives realizadas desde março de 2020. Aproveite para também para se inscrever. A série de entrevistas prosseguirá amanhã (16), com o Sextou, debatendo o tema da experiência on-line através do Social Commerce, com os convidados Marília Dovigues, head de marketing da Etus, Rodrigo Kuyumjian, head de negócios e impacto social do Adyou, e Ricardo Romano, diretor comercial da Westwing.