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São Paulo, Brasil - 24 de fevereiro de 2024, 06:47

Criação de cultura cliente no mercado dos veículos eletrificados

Mirella Cambrea, diretora de marketing da Volvo Car Brasil

Diretora da Volvo Car Brasil descreve os esforços da marca na construção de um ecossistema para dinamizar o novo segmento automotivo

Mesmo com o foco no mercado de automóveis premium eletrificados ou híbridos, a Volvo Car Brasil registrou o melhor ano de sua história em 2023, vendendo 8,6 mil veículos, confirmando o acerto das estratégias para ultrapassar as barreiras de um mercado ainda embrionário no País. Entre as dores mais significativas a serem superadas e que demandaram ousadia e pioneirismo estão a de edificar uma rede de eletropostos que, do ambiente urbano, se estende agora pelas estradas brasileiras. A marca pretende reforçar o bom momento com o lançamento do EX 30 e a ampliação dos pontos de recarga por meio de parcerias, como a estabelecida junto à rede McDonald’s, conforme detalhou, hoje (22), Mirella Cambrea, diretora de marketing da Volvo Car Brasil, durante a 839ª edição da Série Lives – Entrevista ClienteSA.

De início, Mirella chamou a atenção para o fato de que, há sete anos, a Volvo estabeleceu metas climáticas ambiciosas, propondo alcançar 100% de neutralidade em favor do meio-ambiente até 2040. Isso pressupõe não só transformar as linhas de produtos, mas, principalmente, preocupar-se com toda a cadeia de suprimentos, envolvendo peças, componentes e até mesmo a forma como os mesmos são transportados. Dentro disso, ela assegurou que a aceleração do ecossistema configurado para o alcance desse objetivo está a todo vapor. “Rapidamente compreendemos que seria mesmo necessário eletrificar as linhas de veículos, eliminando de vez os motores a diesel e, aos poucos, também os a combustão. Atendendo ao objetivo global da companhia, já em 2030 seremos uma marca de veículos 100% elétricos, um caminho sem volta que se iniciou há sete anos com a introdução dos nosso primeiro motor híbrido, com o XC 90, abrindo caminho para conhecermos e desbravarmos esse mercado, com um carro tecnológico e potente na contramão das expectativas bem mais modestas dos consumidores.”

Para a executiva, o desafio estava em quebrar as barreiras, enfrentando todas as desconfianças de consumo em um mercado ainda tão embrionário e incipiente. No topo da lista de ações a serem difundidas para ultrapassar os entraves estava contribuir na criação da infraestrutura de carregamento dos veículos. Ou seja, tratava-se de uma importadora de veículos se preocupando, agora, com instalações de carregadores de baterias, e em um ambiente que não surgiam iniciativas de quaisquer tipos, fossem governamentais ou privadas. “Diante dessa realidade, que incluía a falta de regulamentação e educação geral sobre a questão dos carregadores elétricos, começamos um trabalho gradual de procurar grandes varejistas e outros locais onde os clientes permaneçam tempo suficiente para que seus veículos obtenham uma recarga satisfatória enquanto realizam suas compras ou tarefas. Principalmente em São Paulo, onde grandes marcas ajudam a chancelar a rede de pontos de carregamento que estamos criando.” Paralelamente, a Volvo Car ia, também, levando a infraestrutura e orientação para a casa dos clientes.

Depois de descrever as diferenças do perfil dos clientes de carros premium, eletrificados ou não, entre brasileiros e europeus – sendo que, no Brasil, não passam de 2% da população – e o significado disso para os desafios da organização, Mirella contou que, graças aos esforços da marca, 80% das recargas já são feitas em domicílio, de forma similar como ocorre com os aparelhos celulares, a despeito da organização dar  sequência na ampliação da rede de eletropostos, alcançando já mil deles nos centros urbanos. Em uma nova cultura que inverteu o processo: hoje, assegurou a diretora, os estabelecimentos já procuram a Volvo para contarem com pontos públicos de recarga em veículos elétricos. Nessa esteira, ela traçou toda a trajetória de lançamentos, chegando à superação da segunda maior dor inicial desse mercado que era o pouco tempo de autonomia das baterias.

“Em 2021, ao percebermos que já havíamos criado um ecossistema bastante satisfatório nas cidades, com os carregadores lentos, além de haver educado os clientes sobre a recarga caseira, era chegado o momento de nos voltarmos para as necessidades dos longos percursos, colocando nosso foco também nas estradas.” Foi quando a empresa anunciou ao mercado uma nova e significativa estratégia de lançamento de um veículo totalmente eletrificado e investimento médio de R$ 20 milhões na instalação de 28 carregadores rápidos nas rodovias. De acordo com Mirella, trata-se de carregadores com 150 KW de potência que requerem um esforço diferenciado, pressupondo reconstruir a rede elétrica do local, o que não impede da empresa se articular no sentido de atingir a meta de mais 100 aparelhos em postos de combustíveis e outros pontos em estradas. “Somos a única subsidiária do grupo a realizar esse trabalho de responsabilização pela infraestrutura de eletropostos, uma vez que nos países desenvolvidos a rede pública de recarga de veículos é gigantesca.”

Houve tempo, ainda, para a diretora detalhar o app criado pela Volvo Car Brasil para localização dos eletropostos e ao qual vão sendo incluídas novas funcionalidades, além de descrever a forma como os clientes foram sendo ouvidos para que as rotas de infraestruturas fossem sendo instaladas, iniciando por São Paulo/Rio de Janeiro e se espraiando para as demais regiões. Aproveitando para responder questões da audiência, a executiva confirmou que 2023 foi o melhor ano da história da marca no País em vendas e falou das novidades em parcerias para expandir a rede de eletropostos, do lançamento da nova linha EX 30, entre outros temas.

O vídeo, na íntegra, está disponível em nosso canal no Youtube, o ClienteSA Play, junto com as outras 838 lives realizadas desde março de 2020, em um acervo que já passa de 2,6 mil vídeos sobre cultura cliente. Aproveite para também se inscrever. A Série Lives – Entrevista ClienteSA terá sequência amanhã (23), com a presença de Jairo Rozenblit, CEO da Logitech, abordando o desafio de fidelizar no competitivo mercado de periféricos; e, encerrando a semana, na quarta-feira será debatido o tema “CX Global: Tem desafio novo vindo por aí, ainda?”, reunindo Melissa Riley, especialista em CX e customer insights, João Pedro Sant’Anna, CEO da SellersFlow, Ladislau Batalha, CEO do LAB Experience e Thiago Quintino, fundador da WCES – World Customer Economic Science.

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