
Sérgio Araújo Stahelin, de 15 anos, é outro aprendiz que vibra com a primeira oportunidade profissional e tem meta de continuar os estudos técnicos ou de ingressar em uma faculdade voltada às telecomunicações. Sérgio trabalha no setor de qualidade da Intelbras e considera importante a possibilidade de adquirir experiência antes dos 16 anos.
Priscila, que cumpre expediente três tardes por semana na área de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da unidade de produtos de segurança eletrônica, aprecia o aprendizado e afirma que “é uma valorização importante para os jovens”. Ambos só participam do programa porque cumprem com alguns requisitos, um dos quais é a freqüência das aulas regulares do Ensino Médio.
Segundo Dione de Quadros, supervisora de recursos humanos da Intelbras, a empresa aderiu ao programa de aprendizagem (com duração de dois anos por turma) de acordo com o que prevê a legislação federal, em parceria com o Senai de São José e sob aval do Ministério do Trabalho. Todos os alunos recebem bolsa de meio salário mínimo e têm seus direitos trabalhistas com carteira assinada. Em um dos turnos, vão às aulas regulares, duas vezes por semana estudam eletrônica no Senai e três vezes por semana são funcionários da empresa.
“A Intelbras não está apenas respeitando a legislação, mas identificando potenciais talentos que se destacam e poderão ser incluídos definitivamente no quadro. A empresa se preocupa, também, em manter acompanhamento pedagógico quanto ao rendimento escolar de cada um dos participantes”, destaca Dione.