
Há muitas razões, por exemplo, porque as pessoas gastam tempo documentando as opiniões on-line para outras pessoas com quem elas não têm ligação, ou melhorando softwares pelos quais não têm nenhum interesse comercial. Empatia é uma boa razão, mas há outras motivações, muitas delas mais parecidas com interesse próprio. Gostamos de partilhar a nossa perspectiva ou idéias, por exemplo. Alguns sentem prazer em influenciar a opinião dos outros, e outros se sentem satisfeitos por meio da oferta de conselhos úteis. Se você é um manifestante revolucionário no Oriente Médio, China ou Mianmar, você quer que o mundo saiba o que está passando. Além de satisfazer um senso de realização, você pode ganhar o respeito dos outros, validar a sua própria importância e significado, e melhorar o seu status pessoal.
Porém, poucos mudam o ponto de vista ou o anunciam aos outros em troca de uma compensação, e a maioria de nós julga que seria um insulto ser oferecido dinheiro para fazê-lo. Entramos nas mídias sociais para ser social, não para comprar ou vender. Comercialismo crasso está totalmente fora de cogitação. Você não pode comprar amigos como compra alimentos. E você não pode comprar influência nas mídias sociais como compra publicidade.
A Disney descobriu isso quase no mesmo momento em que se inseriu nas mídias sociais. Em evento da Loyalty World Event , em Londres, dois executivos da Euro Disney relataram que a empresa descobriu que precisava usar regras completamente diferentes para a venda no “espaço de marketing” para os consumidores que tinham se inscrito para receber um dos boletins de e-mail, em comparação com a venda no “espaço social” para os consumidores que adicionaram como amigo o perfil de um dos muitos personagens da Disney no Facebook. Enquanto a oferta de promoções de cross-sell e outros produtos para os assinantes do newsletter era aceitável, eles descobriram ao tentar fazer tais ofertas a amigos do Facebook, que um grande número deles ficavam ofendidos. E não era apenas o fato da taxa de resposta às ofertas ser menor em resultados. Ela foi negativa, pois as ofertas, quando feitas no espaço social, podem gerar má vontade. Por isso, esqueça o ROI. Marketing no espaço social pode ser pior do que nenhum marketing.
Don Peppers e Martha Rogers, Ph.D, sócio-fundadores do Peppers & Rogers Group.